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100 empresários e cientistas assinam Manifesto que pede mais investimento em inovação e I&D

Publicado em 16 Julho 2020 | 476 Visualizações

«Esta é uma altura decisiva para que Portugal, através do seu governo, defina o seu futuro e tenha um papel forte na definição do futuro da Europa». Começa assim o Manifesto «No “novo normal”, a Investigação & Inovação têm de ser centrais», assinado por 50 personalidades da ciência e outros tantos empresários, que procura sensibilizar os decisores políticos para o impacto que a inovação e a investigação tiveram nos últimos anos e que vão voltar a ter nos seguintes, em Portugal e na Europa.

Para que esse potencial possa ser aproveitado, os signatórios defendem que este é um momento crucial para tomar decisões, com a preparação em marcha do Plano de Recuperação Económica e Social (2020-2030), a nível local, e a definição a nível europeu das prioridades do próximo programa quadro para a investigação e inovação da UE, o Horizonte Europa 2021-2027.

Para que a Europa possa assumir um papel de liderança nestas áreas nos próximos anos, e Portugal o mesmo tipo e destaque no contexto da UE, os signatários acreditam que o Plano e Recuperação Económica e Social português deve dar destaque a um conjunto de linhas de ação, que devem também ver o seu financiamento reforçado no novo programa quadro europeu.

Neste conjunto destacam a importância da investigação fundamental; da cooperação entre organismos nacionais e a nível internacional na I&D, mas também na indústria ou o reforço do investimento na qualificação de recursos humanos. Pede-se ainda mais investimento em inovação, europeu e nacional, sublinhando-se que «o orçamento europeu deverá complementar – e não substituir – o investimento de base nacional».

«Nunca, como hoje, ficou tão claro para a sociedade, a necessidade de colocar a investigação e inovação, bem como as instituições que a fazem, Institutos, Ensino Superior e Empresas no centro das nossas atividades», sublinha o Manifesto e dá exemplos. 80% dos fármacos que são hoje utilizados foram identificados a partir da investigação fundamental. Estima-se, por outro lado, que cada euro investido em programas de investigação e desenvolvimento na Europa tem um retorno de 13 euros em negócios.

Assinam o Manifesto nomes como Paulo Azevedo, Miguel Poiares Maduro (investigador), Carlos Salema (investigador), António Murta (Pathena), Germano de Sousa, Paulo Rosado (OutSystems), Pedro Soares dos Santos (Jerónimo Martins) ou Vasco de Mello (José de Mello Saúde).

O Manifesto foi enviado esta quinta-feira ao Primeiro Ministro António Costa. A iniciativa partiu da Sonae e do Instituto Gulbenkian e aceita novas subscrições que podem ser feitas aqui.


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