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Há 100 milhões de euros para financiar startups

Publicado em 2 Novembro 2021 por Ntech.news | 174 Visualizações

A feira que marca o regresso dos grandes eventos a Lisboa abriu esta terça-feira portas, depois de na segunda-feira ter dado início às conferências. Números atualizados já hoje pela organização, revelam que vão passar pela Web Summit este ano 42.751 pessoas de 128 países e que pela primeira vez há mais mulheres que homens no evento (50,5%). 

Recorde-se que a última edição presencial do evento contou com 70.469 visitantes. Em 2020 a pandemia forçou uma versão online. De volta ao Parque das Nações há para ver 748 oradores e 1.333 talks. As startups que marcam presença na edição deste ano vão ser 1.519, onde se incluem 70 unicórnios, sendo que mais de uma dúzia atingiram esse estatuto já depois do início da pandemia, a que se juntam 872 investidores.  

Durante a manhã foi anunciada no evento uma reedição do Portugal Tech, uma iniciativa de financiamento que vai colocar à disposição das startups portuguesas 100 milhões de euros, que serão geridos pelas capitais de risco selecionadas para lançar e gerir fundos que apoiem projetos nas áreas da inteligência artificial, machine learning, fintech, health tech e cibersegurança. 

O programa foi apresentado por Pedro Siza Vieira, ministro da economia, em conferência de imprensa no evento, bem como a expectativa de que este “fundo dos fundos” venha a potenciar uma capacidade total de investimento de 250 milhões de euros. Esta verba adicional corresponde ao valor de investimento privado que as capitais de risco devem conseguir captar junto de privados. 

O programa é do Fundo Europeu de Investimento, do Banco Europeu de Investimento, e é lançado em cooperação com o Banco Português de Fomento. Junta 50 milhões de euros em recursos europeus, mais 50 milhões de euros assegurados por Portugal. Na primeira edição, lançada em 2018, o Portugal Tech deu o mote para investir em 30 empresas, que conseguiram cativar investimentos de 273 milhões de euros. 

A estratégia de Lisboa para as startups também voltou a estar em destaque na edição desta terça-feira do evento, depois de ontem Carlos Moedas já ter referido que tem  o «sonho» de criar uma fábrica de startups em Lisboa. 

Hoje o presidente da câmara da cidade voltou ao tema em conferência de imprensa, para explicar que pretende atrair talento, criar um ecossistema de serviços que ajude as empresas a crescer e investidores, que possam ajudar a deslocar para Portugal a sede das startups que cá nascem. 

Esta terça-feira passaram também pela Web Summit oradores de empresas como o Facebook, a Amazon, ou a ARM, no palco principal. Muitas apresentações de startups e muitas demonstrações de novas tecnologias e soluções nos quatro pavilhões da FIL que, se em termos globais, podem este ano receber menos gente que em anos anteriores, continuam tão concorridos como em anos anteriores. O Altice Arena, casa do palco principal do Web Summit, também esteve composto, sem as enchentes que arrastam os oradores mais mediáticos, mas com muitos flashes a registar imagens em smartphones para aquela foto nas redes sociais.   


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