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50 empresas assinam Pacto Mais e Melhores Empregos para os Jovens

Publicado em 19 Janeiro 2023 | 59 Visualizações

A iniciativa é da Fundação José das Neves e junta, para já, 50 empresas que faturam 55 mil milhões de euros e dão emprego a mais de 200 mil pessoas. Em conjunto, comprometem-se a cumprir um conjunto de metas e contribuir para garantir emprego de qualidade para os jovens, numa ação que conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República.  

Os signatários do pacto propõem-se a contribuir para operar uma «mudança real no atual contexto de vulnerabilidade associado ao emprego dos jovens», num projeto que decorre do Livro Branco Mais e Melhores Empregos para os Jovens, promovida pela Fundação José Neves e pelo Governo, através da Secretaria de Estado do Trabalho. 

Na lista de empresas que assinaram o pacto destacam-se várias companhias de áreas tecnológicas, como a Critical Software, a Feedzai, Altice, Nos, SIBS, Fujitsu, e donas de grandes centros internacionais de serviços localizados em Portugal, como a Deloitte ou a Accenture.   

As medidas previstas no pacto visam contribuir para promover condições de emprego mais atrativas para os jovens, mais alinhadas com as expectativas individuais desta faixa etária, mas também com as expectativas nacionais. 

Do lado do Governo e da Secretaria de Estado do Trabalho está o compromisso de reforçar as políticas ativas de emprego, no apoio à criação de emprego e à transição dos jovens para o mercado de trabalho, mas também através de políticas de formação e qualificação.

Pretende-se aproximar Portugal da média europeia, numa iniciativa que visa jovens até aos 29 anos, e que estabelece metas distintas, consoante a margem potencial de progresso de cada empresa, que se considera variar entre os 3 e os 12 pontos percentuais.   

Este «é um acordo muito importante para o país, que une as empresas e entidades públicas para responder a uma realidade com que o país se debate há demasiados anos: a vulnerabilidade do emprego dos jovens, mesmo dos mais qualificados, que tendem a estar mais expostos ao desemprego e a ter salários baixos», destaca Carlos Oliveira, presidente executivo da Fundação José Neves. 

Associadas ao Pacto estão também mais algumas entidades: Associação Business Roundtable Portugal, Conselho Nacional de Juventude, Instituto do Emprego e Formação Profissional e Observatório do Emprego Jovem, que é responsável pela monitorização do Pacto.

Um diagnóstico prévio do Livro Branco, lançado em dezembro de 2022 pela Fundação José Neves, Observatório do Emprego Jovem e Organização Internacional do Trabalho para Portugal, concluía que a taxa de desemprego dos jovens com menos de 25 anos é duas vezes maior que a da população em geral, desde 2015, uma situação que se agravou ainda mais durante a pandemia. 

A mesma análise definia como intervenções prioritárias para a criação de mais e melhores empregos para os jovens, a aposta em setores de atividade intensivos em conhecimento ou tecnologia e numa melhor articulação entre o sistema de ensino e o mercado de trabalho.


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Atualidade

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