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5G e crescimento dos dados móveis pressionam operadores a mudar

Publicado em 22 Setembro 2016 | 409 Visualizações

Portugal não estará na linha da frente dos investimentos na Transformação Digital, mas João Rodrigues, IT Business & Field Services Vice-President, Schneider Electric Portugal, garante que o assunto já está na agenda dos gestores. Em declarações ao Ntech.news, este responsável defende também que não há uma solução única para fazer o caminho, mas que cada organização encontrará respostas que podem ser distintas para endereçar este desafio.

No sector das comunicações Pedro Nobre, Rac DC EMEAS Solutions Architect, da Schneider Electric, acredita que são três as tendências que obrigam as empresas a um nível cada vez mais elevado de exigência na gestão dos seus dados. Estas mesmas tendências vão ter uma forte influência na necessidade de transformar as redes para garantir IoT Compliance, acredita o responsável. São elas o crescimento do tráfego móvel; o surgimento do 5G e os grandes requisitos em termos de consumo e aumento de eficiência a que os operadores estão sujeitos.

A oferta da Schneider para o sector posiciona-se a vários níveis, com soluções para gestão eficiente de consumos energéticos, como o EcoStruxure, soluções para modernizar sites ou respostas inovadoras para a transformação do datacenter, destacou Pedro Nobre.

Nesta área, sublinhou a crescente migração das soluções on premise para ambientes cloud ou de colocation, mas elegeu como grande tendência as soluções pré-fabricadas criadas a partir de vários módulos, uma área onde a Schneider tem apostado e que posiciona como uma proposta competitiva para as organizações que têm de responder a exigências de time to market, avançando de forma progressiva e escalável. Este tipo de solução (pré-montada em contentores) também foi destacada como uma resposta eficaz à necessidade de montar um datacenter numa operação fora do país, através do exemplo de um projeto liderado pela companhia em Angola.

Os datacenters modulares integram o portefólio da Schneider a nível global, mas em Portugal Pedro Nobre sublinha a possibilidade de completar a oferta base com soluções locais, que garantem um nível elevado de incorporação nacional, algo que se «tem assumido como um trunfo no acesso a financiamento».

IoT pressiona Transformação Digital nas empresas

O aumento explosivo do número de dispositivos ligados à internet, e a necessidade de gerir e tirar partido desses dados está a pressionar a Transformação Digital das empresas. E esta pressão tende a aumentar. Em 2025, a IDC estima que a cada minuto vão ligar-se à rede 152 mil novos dispositivos, referiu esta quarta-feira Gabriel Coimbra, diretor-geral da consultora em Portugal. É um crescimento que desafia muitas indústrias, mas que assume especial importância nas que já hoje gerem grandes volumes de informação, como os operadores de telecomunicações e os service providers. Executivos de ambos foram os convidados do almoço executivo promovido pela IDC e pela Schneider para debater o tema.

A consultora define a Transformação Digital como o processo pelo qual as organizações se adaptam ou provocam mudanças disruptiva e diz que esta tira partido de um conjunto de tecnologias emergentes, que fazem parte da 3ª Plataforma.

Cabem aqui a cloud, a mobilidade ou o Big Data, tecnologias que ajudam as empresas a criar e a entregar serviços de forma disruptiva e a sua relevância ganha escala por influência de um conjunto de aceleradores de inovação, que já estão a transformar o mercado.

Na Europa a consultora elege como aceleradores mais relevantes a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), a impressão 3D, os wearables, a realidade virtual/aumentada, robótica, ou computação cognitiva.

Neste leque, é a IoT que mais cedo provocará mudanças nas organizações, algo que aliás já está a acontecer. Este é também um dos aceleradores com impacto mais abrangente nas organizações e a âncora de vários outros, como a robótica ou a impressão 3D, que terão uma influência mais sectorial nas organizações durante os próximos anos. Estes aceleradores de inovação estarão já hoje na agenda de mais de 50% dos decisores europeus das médias e grandes empresas e nos próximos anos essa consciência vai gerar mais investimento.

Até 2020 a IoT, como um todo, vai valer 1,46 biliões de dólares, antecipa a IDC.

A Europa vai captar 20% deste valor, num crescimento de 17% ao ano. Hoje é na indústria que a Internet das Coisas assume maior relevância, mas as previsões mostram que esse impacto tende a estender-se rapidamente a outros sectores, com taxas de crescimento de dois dígitos nos próximos anos.

“O grande desafio é olhar para este mercado e conseguir encontrar oportunidades”, admite Gabriel Coimbra, que posiciona aí os Smart Data Centers, tecnologia que 60% das grandes empresas estarão a usar já em 2018, para tirar partido de sensores na monitorização de parâmetros em tempo real.


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