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8 dicas para maximizar o retorno do investimento TI em 2020

Publicado em 28 Janeiro 2020 por Cristina A. Ferreira - Ntech.news | 370 Visualizações

O Ntech.news contactou os responsáveis de algumas das principais empresas do sector das TI a operar em Portugal para identificar as tendências que prometem marcar o ano, para quem vende e para quem compra e integra tecnologia nos seus processos de negócios. Destas conversas resultaram referências para as tecnologias que prometem posicionar-se como mais relevantes em 2020, destacaram-se macrotendências e apontaram-se recomendações, a ter em conta na hora de definir estratégias e decidir investimentos. 

Nelson Teodoro, responsável de marketing da Novabase, defende, por exemplo, que será crucial para as empresas em 2020 definirem focos de investimento em tecnologias inovadoras e de próxima geração, se não querem perder terreno para a concorrência. Enquanto isso, não devem descurar o talento: «retenção, captação de talento, formação e certificação de competências», destaca, nem deixar de lado a oportunidade da internacionalização. «As empresas precisam de alargar as suas operações além-fronteiras para serem mais competitivas», defende Nelson Teodoro.

Os conselhos dos gestores para 2020:

  • Simplificar tecnologias e processos para ganhar agilidade e rapidez de ação 
  • Apostar na automatização de processos para melhorar níveis de competitividade 
  • Definir focos de investimento em tecnologias inovadoras e de próxima geração
  • Não descurar o talento: retenção e captação, mas também a formação e certificação de competências
  • Tirar partido da oportunidade da internacionalização para manter a competitividade
  • Adaptar-se às condições de pleno emprego do mercado em algumas áreas e estar pronto para pagar mais para evitar cenários de volatilidade que podem comprometer capacidade de cumprir contratos 
  • Apostar na personalização ofertas e em garantir uma boa experiência ao cliente, consistente nos diversos «touchpoints» da empresa
  • Encarar a qualidade do software como um aspeto fundamental para fazer a diferença e não perder oportunidades 

Octávio Oliveira, responsável de vendas da Atos Portugal, acredita, por seu lado, que para as empresas TI o ano de 2020 continuará a ser marcado pela necessidade de alinhamento do mercado à realidade do pleno emprego. «O custo hora após um ciclo de constante decréscimo, está a aumentar. Hoje as empresas têm de estar preparadas para pagar mais para os serviços sob pena de uma volatilidade de recursos imensa e incompatível com os compromissos contratuais», sublinha o responsável, que deixa mais dois conselhos às organizações que não queiram perder ritmo nem competitividade em 2020. 

Um deles passa por promover «projetos de RPA (Robotic Process Automation). Mais do que uma realidade, esta é hoje uma necessidade para criar e ou manter competitividade nas empresas». O outro conselho está relacionado com a qualidade do software que as empresas fornecem, após desenvolvimento: «num mercado em que tudo acontece à velocidade da luz pior do que não estar é estar mal», alerta o responsável.

A experiência do cliente no centro da estratégia

David Afonso, vice-presidente sénior da Primavera BSS, deixa mais uma nota para a capacidade de personalizar ofertas e garantir uma boa experiência do cliente: «já não basta ter produtos ou serviços com qualidade a um preço competitivo, o consumidor é cada vez mais sensível à experiência que o fornecedor lhe proporciona e está à espera que essa experiência seja consistente em todos os “touchpoints”, exigindo nas organizações uma orientação ao cliente muito forte e tecnologias de informação com essa filosofia», refere o responsável. «Aspetos como a facilidade de acesso, user experience e personalização são determinantes para proporcionar uma boa experiência ao cliente», acrescenta.

Estas dicas podem ajudar a concretizar uma visão, que deve estar alicerçada numa estratégia com prioridades claras e bem definidas, onde para Luís Urmal Carrasqueira, diretor-geral da SAP Portugal tem de estar incluída mais uma preocupação: trabalhar para a simplificação das tecnologias e dos processos. «Este é um aspeto fundamental que as empresas necessitam de observar, para conseguirem ganhar competitividade e produtividade», defende o gestor. «Numa economia reconhecida pela antecipação e imediatismo, quem tiver e souber manusear as atuais soluções tecnológicas obtém um ganho de competitividade que pode ser crucial». 

Para os fornecedores a máxima também se aplica, já que é fundamental que «criem soluções que facilitem o trabalho e os processos dos seus clientes e parceiros, permitindo-lhes uma exclusiva dedicação ao seu core business e às resoluções estratégicas que visam o sucesso das organizações», admite ainda Luís Carrasqueira.


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Negócios

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