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A analítica é o passo que se segue na era big data

Publicado em 13 Novembro 2015 | 1462 Visualizações

Já dizia Alvin Toffler que «o conhecimento é a fonte de poder mais democrática». Fernando Brás, executive director do SAS Portugal, voltou a reforçar esta mensagem no palco do SAS Forum Portugal 2015, que este ano reuniu cerca de 900 pessoas. O responsável da empresa em Portugal apontou a analítica das coisas (AoT) como o caminho a seguir nesta nova era de big data de que todos falam e na qual a informação e o conhecimento são as novas formas de poder.

«O digital é o novo normal» sustentou Peter Hinssen, autor do livro The Network Always Win. E é nesta nova normalidade que as organizações têm de se mover.  «Já não se trata só de uma questão de tecnologia, mas sim de comportamento. As redes são o novo paradigma de comunicação», assumiu Hissen. Segundo ele, a agressividade dos negócios será maior, quanto maior for a sua entrega ao novo paradigma das redes de comunicação. As empresas têm de se tornar redes, mais rápidas, mais ágeis, mais eficientes e fluídas. Eliminar barreiras e dar um novo papel às TI. «Qualquer oportunidade é uma oportunidade para usar tecnologia. A criatividade dos utilizadores ultrapassa todas as barreiras, o seu potencial é ilimitado», acrescentou Peter Hinssen. Neste cenário digital, Hissen garante que a informação é o elemento disruptivo que conduz a inovação tecnológica e a inovação dos negócios e que mais do que preocuparem-se com o volume de dados que produzem ou recebem, as empresas terão de solucionar a questão dos filtros, porque é na capacidade de definição de bons filtros que poderá estar parte do segredo desta nova forma de poder e quem sabe da reversão do contexto de crise actual.

 

Um novo combustível para a economia

Até que ponto a informação ajudar o país a dar um passo em frente e potenciar o crescimento na próxima década? Os dados são o novo combustível das economias e dos negócios. Na sua intervenção, David Leon, managing director da Accenture Digital, sublinhou essa ideia e sustento-a nas perspetivas de crescimento da produção de dados a nível mundial. «A quantidade de dados vai crescer de 4,4ZB para 44ZB em 2020», assinalou o especialista. Segundo ele a quantidade de informação analisada deverá crescer dos 22% (2013) para 37% em 2020, sendo que mais de 85% deste universo de informação digital será gerado pelas empresas.  Grande questão que se coloca nas empresas é como podem elas avançar para a jornada analítica e aportar valor às suas operações? David Leon diz que o primeiro passo é expandir as ferramentas analíticas e pô-las a funcionar. O compromisso com o investimento e a gestão orientada para analítica dos dados são outras prioridades. «À medida que o volume e a complexidade da informação aumenta há novas oportunidades analíticas que as empresas podem potenciar para criarem valor para o negócio», afirmou o especialista.

 

Os clientes querem personalização

Os novos conceitos de predictive analytics e digital intelligence estão preparados para corresponder às mudanças que estão a acontecer do lado da experiência de utilização, sustentadas na Web e nas apps. «Para ter uma visão personalizada do cliente, as empresas têm de começar por integrar fontes de dados online e offline», afirmou Suneel Grover, principal solutions architect no SAS. 

Nesta era da digitalização a fidelização do cliente ganha novas armas, mas internamente as organizações têm de se preparar para as utilizar. Mieke de Ketelaere, do SAS, recomenda aos gestores que mobilizem as suas equipas para o novo cenário de interacção informada com o cliente e que reforcem a sua capacidade de resposta à imprevisibilidade do consumo.

Em Portugal, a responsável admitiu ao Ntech.news que os sectores já estão despertos para estas temáticas da digitalização e da importância da análise da informação do cliente, no entanto existem resistências internas que têm de ser trabalhadas e esbatidas.

 

A analítica mostra o seu poder

No palco do SAS Forúm foram apresentados vários casos de sucesso em que a analítica já provou ser uma mais valia quando associada à estratégia de negócio. Na banca, o Santander Totta é um exemplo. «Temos de ter mais conhecimento para servir os clientes digitalizados», reconheceu Sara da Fonseca, da direcção de coordenação e desenvolvimento de clientes e CRM do banco.  Luís Salavisa, do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, referiu como a instituição se reforçou analiticamente para explorar a informação hospitalar. Luís Sousa da Cosec, relacionou a importância da analítica com a conformidade exigida às instituições financeiras, como é caso do Solvência II, que entra em vigor a partir de Janeiro de 2016. Outro caso de sucesso foi trazido por Luís Maranhão da AXA, que mostrou aos presentes como pode ser utilizada a gestão da informação na função de actuariado, ou seja pelos profissionais que recolhem dados para cálculo de probabilidades e análises de risco.

A nível internacional, Luis Diez, da Gestão de Informática da Segurança Social Espanhola trouxe ao palco do SAS Fórum a sua experiência na área analítica com a integração das várias fontes de informação e na gestão dos mais de 2500 milhões de acessos diários à base de dados. Vantagens como a eficiência, a redução de custos, a gestão em tempo real e o combate à fraude foram sublinhadas por este responsável.

 

 

 

              A Internet das Coisas precisa da analítica

A analítica da internet das coisas e das pessoas são o objecto central deste big data de que tanto se fala. Um novo contexto de streaming de dados feito por máquinas e utilizadores que «desafia as tecnologias de processamento de informação e sustenta a analítica em tempo real», afirmou Mathias Coopmans, do SAS. Segundo este responsável são também desafiadas todas as áreas organizacionais, dos processos, ao negócio, passando pelo marketing, bem como todas as indústrias. A inovação passa pela experiência e é isso que Coopmans garante estar a explorar no Big Data Lab. Um ambiente de troca de experiências, contextos e ideias que conduzam a inovação analítica aos negócios e que está aberto a todos.


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Atualidade

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