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A arte deixou de ter segredos para a tecnologia

Publicado em 29 Setembro 2017 por Ana Rita Guerra | 125 Visualizações

Chama-se análise multiespectral de diagnóstico e foi criada pela startup portuguesa XpectralTEK, que se dedica a soluções de visão artificial baseadas em imagem multiespectral. A tecnologia permite ler informação escondida em obras de arte de forma não invasiva e não destrutiva e foi testada durante a requalificação da Igreja dos Clérigos, no Porto. No ano passado, também foi utilizada no Museu Nacional de Machado de Castro para monitorizar o estado de uma pintura e a necessidade de intervenção, através de leitura feita por ultravioletas e infravermelhos.

Foi no laboratório de gestão e conservação na área de diagnóstico não invasivo da Signinum – Gestão de Património Cultural que nasceu esta inovação. A empresa criou depois a startup XpectralTEK, que foi incubada no UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, para se especializar neste segmento.

«Com este equipamento de tecnologia de ponta o laboratório da Signinum consegue disponibilizar mais um serviço de diagnóstico não invasivo de peças de arte, quer a privados, quer a particulares», refere António Cardoso, CEO da Signinum.

Segundo explica a XpectralTEK, a tecnologia pode ser aplicada em qualquer superfície, desde telas de pintura a azulejos. «Esta análise explora as características que os materiais possuem em refletir, absorver e emitir radiação eletromagnética, que dependa da composição e forma molecular», explica António Cardoso. «Sabendo que cada substância possui uma refletância ou fluorescência típica, como se de um bilhete de identidade se tratasse, torna-se possível obter informação sobre as obras que, à vista desarmada, não seria possível», refere o especialista.

Para que é usada, então? A análise multiespectral permite atuar na fase de diagnóstico do património cultural, com a localização, leitura e análise de informação escondida, durante a intervenção de conservação e restauro, ao classificar e mapear pigmentos e substâncias, e na monitorização. Esta última aplicação permite detetar ou prever alterações que possam levar à degradação das obras, através de leituras espectrais em tempos diferentes.


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Startups

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