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A Geração da Informação

Publicado em 7 Outubro 2015 | 455 Visualizações

Vitor Baptista

EMC EMEA CTO Ambassador

 

 

Nós somos a Geração da Informação. Somos uma comunidade de Cidadãos Digitais, sempre ligados. Em qualquer lugar, todos os minutos. Ávidos por gerar mais informação e com acesso a um manancial de conhecimento sem precedentes na história.

 

 

Cada vez mais a informação nasce digitalizada e salta de browser para smartphone, de relógio inteligente para um servidor na Cloud, de sensor digital para redes interconectadas e infindáveis. Tudo à velocidade dos dias de hoje, sem interrupções, migrando sem fronteiras e sem barreiras, sempre disponível ou, caso não esteja, outra fonte de informação alternativa está à distância de um toque. Tudo à mercê de um qualquer motor analítico que vai tentar perceber o porquê, o quando, o como, o quem!

 

 

Tudo o que fazemos pode ser alguma forma, direta ou indiretamente, processado, monitorizado, partilhado ou armazenado, por um sistema de informação. Esta realidade tem que ser entendida, e aproveitada, por qualquer organização que pretenda ter sucesso. A história recente está cheia de estórias de organizações que desapareceram, pois não foram capazes de digitalizar (transformar) os seus produtos e serviços. Quantas lojas de discos não sobreviveram ao iTunes? Quantas empresas de revelação de fotografia sucumbiram ao Instagram? Quantos balcões de bancos já foram substituídos por ATMs ou HomeBanking? Quantos hotéis fecharam por não entenderem o valor das redes sociais?

 

 

Certamente já todos ouvimos falar das grandes tendências nas TIC: o Big Data, a Mobilidade, as Redes Sociais e o Cloud Computing. É fundamental entender o que as organizações podem obter caso adotem estas ferramentas. Estas permitem trabalhar mais informação, gerar mais conhecimento e, potencialmente, mais valor para qualquer organização: produtos inovadores, maior competitividade, melhor eficácia.

 

 

Mas como? Através da identificação preditiva de novas oportunidades de negócio, tirando proveito do valor contido nos dados. Inovando com agilidade, possibilitando o lançamento de ofertas ajustadas a uma sociedade em constante mutação. Criando uma experiência única para os utilizadores, com a personalização dos conteúdos e interação dinâmica. Garantindo a operação ininterrupta, que assegure a disponibilidade permanente dos serviços ou produtos e que permita a análise contínua dos dados. Assegurando que o tratamento dos dados e relação com interlocutores é realizada de forma aberta e ética.

  

 

 

Para que as TIC suportem esta onda de constante mudança, é fundamental que estas também se ajustem. De sistemas fechados para sistemas abertos. De ambientes estáticos para ambientes dinâmicos. De processamento de dados para sistemas de suporte à decisão. De comunicação baseada em ecrãs a comunicação multissensorial. Da proteção da privacidade a melhoria da privacidade. De processos manuais a automatismos.

 

 

Está mais do que provado que só as organizações dinâmicas e inovadoras conseguem enfrentar os desafios atuais. Só aquelas que, de forma disruptiva, redefinem os limites e as regras do mercado irão sobreviver e prosperar. A utilização eficaz destes princípios catapultou as novas empresas digitais (ex. Uber, Google, FarFetch, …) para o sucesso e estas obrigaram as organizações tradicionais a evoluir e a transformar-se,  adotando modelos de negócio digitais (ex. Apple, Porto Editora, Nike, …). Todas as outras vão desaparecendo, tal como os 89% das empresas do Fortune 500 que desapareceram entre 1955 e 2004!

 

 

Esta é a realidade – disruptiva, dominante, desafiadora e digital – da nossa geração: A Geração da Informação.

 


Publicado em:

Opinião

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