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Ameaças persistentes avançadas vão desafiar segurança das empresas em 2022

Publicado em 27 Dezembro 2021 | 168 Visualizações

O próximo ano vai voltar a ser um ano de desafios para as empresas em matéria de segurança, com ameaças novas ou mais sofisticadas no horizonte. As ameaças persistentes avançadas (APTs) vão ser uma das grandes dores de cabeça das organizações, conclui a Kaspersky.

Nos acontecimentos que marcaram o ano, a Kaspersky sublinha a utilização crescente de software de vigilância, criado por empresas privadas, com destaque para o Projeto Pegasus, que expôs vulnerabilidades no iOS, ou o aparecimento de novas ferramentas de vigilância, mais avançadas e com capacidades de de deteção de invasão e anti-análise mais apuradas.

A empresa acredita que os fornecedores deste tipo de soluções de vigilância vão continuar a expandir a sua ação no ciberespaço e a ganhar novos clientes, até que os governos comecem a regular a utilização destes recursos. Até lá, as empresas continuarão a ser alvos crescentes deste tipo de esquemas. 

«O potencial do software de vigilância comercial – o acesso a grandes quantidades de dados pessoais e a alvos mais amplos – torna-o num negócio lucrativo para aqueles que o fornecem, mas também uma ferramenta eficaz nas mãos dos cibercriminosos», destaca a empresa. 

A Kaspersky antecipa também que os smartphones serão, cada vez mais, alvo de ataques sofisticados como os ATP, já que são um repositório de enormes quantidades de dados.  «Em 2021, vimos mais ataques de dia-zero ao sistema iOS do que nunca. Ao contrário de um PC ou Mac, onde o utilizador tem a opção de instalar um pacote de segurança, no iOS, estes produtos ou são reduzidos ou simplesmente inexistentes», alerta-se.

Os ataques a cadeias de abastecimento também tendem a continuar a crescer em 2022, já que como explica a Kaspersky são particularmente lucrativos e valiosos porque dão acesso a um grande número de alvos potenciais. O destaque aqui vai para ataques que exploram fraquezas na segurança dos fornecedores para comprometer os clientes da empresa. 

Outra tendência central em 2021, que tende a passar para o próximo ano, está relacionada com os riscos do teletrabalho. Os computadores domésticos, usados para esse fim, vão continuar a ser um meio preferencial para que os atacantes tentarem entrar nas redes das empresas, tirando partido da baixa proteção de segurança que muitos ainda têm. 


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