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Analitica dá novo sentido à gestão financeira do Estado

Publicado em 3 Outubro 2015 | 1438 Visualizações

Um milhão e duzentos mil euros foi quanto a Direcção-geral do Orçamento despendeu para dar seguimento ao projecto BIORC – BI do Orçamento. O projecto surgiu na sequência de uma avaliação feita pela OCDE ao processo orçamental português onde apontava para a necessidade de um grande reestruturação que passava por uma actuação da DGO mais analítica, focada numa visão integrada e holística do processo orçamental.

 

Na base deste projecto está a um sistema de business intelligence (BI) integrando múltiplas fontes de informação provenientes dos sistemas operacionais, um data warehouse integrado e ferramentas de acesso à informação. Os parceiros escolhidos para a concretização foram a Novabase, desenvolvimento e suporte aplicacional, a ESPAP, hosting e suporte aos principais sistemas operacionais fonte do BIORC, e a Link Consulting, modelo conceptual e acompanhamento do projecto.

 

O sistema BIORC integra informação financeira da esfera pública, que se encontrava dispersa por diversos sistemas, contribuindo para melhorar a gestão financeira do Estado e o reporte sobre as finanças públicas. Neste contexto, o BIORC constitui-se como um repositório partilhado da informação orçamental que possibilita uma visão holística das finanças públicas e ao qual todos os decisores, com particular destaque para o Ministério das Finanças, podem aceder de forma simples e flexível e com ferramentas ajustadas às necessidades.

 

Este sistema aplicacional permite a diminuição do trabalho manual necessário para a elaboração e disponibilização da informação de gestão, proporcionando uma maior tempestividade no acesso à informação e uma melhor qualidade e consistência da mesma. Tendo-se verificado uma redução de efectivos na DGO de mais de 30% desde o início do projecto, João Catarino Tavares, coordenador de projectos da Direcção-geral do Orçamento, sublinha que o BIORC tem apoiado o aumento da produtividade e a libertação de recursos de tarefas de colecta e tratamento da informação para tarefas mais analíticas. «O melhor conhecimento da despesa pública contribui para a melhoria da sua qualidade, sendo uma medida potenciadora da diminuição dos custos de contexto existentes, nomeadamente, dos custos administrativos e de gestão», descreve o responsável.


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