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Apple e Xiaomi lideram mercado de wearables

Publicado em 6 Junho 2017 por Ana Rita Guerra | 115 Visualizações

Os gostos dos consumidores estão a mudar e isso refletiu-se nos números do primeiro trimestre do ano no mercado dos wearables. A Apple e a Xiaomi passaram a liderar este segmento, atirando a anterior líder Fitbit para terceiro lugar. São dados da consultora IDC, que reportou um crescimento sustentado das remessas no início de 2017, mais 17,9% para um total de 24,7 milhões de unidades.

A diferença, agora, é que os consumidores estão a virar-se mais para relógios inteligentes e outros tipos de dispositivos, em vez de comprarem sobretudo pulseiras de fitness. Foi isso que fez com que tanto a Apple como a Samsung experimentassem crescimentos muito expressivos neste primeiro trimestre – a marca sul-coreana mais de 90% e a Apple mais de 64%. A diferença está nos volumes, já que a Apple vendeu mais do dobro em relação à Samsung.

O que os analistas da IDC dizem é que a Fitbit precisa de expandir as suas áreas de operação, tendo em conta a grande base de utilizadores que tem. A consultora refere que ainda estamos numa fase muito incipiente do mercado, apesar de os wearables terem surgido há vários anos, e que as marcas ainda estão concentradas em solidificar a sua presença. Só numa segunda fase, quando os dados gerados por estes dispositivos forem usados de forma útil e diferenciadora, poderemos ver uma nova era de modelos e casos de utilização.

A Xiaomi, que só vende na China, teve uma quebra ligeira, enquanto a Fitbit tombou 37,7%. No mesmo período, a norte-americana Garmin beneficiou da diversificação e subiu 1,6%.

«As pessoas estão a habituar-se a usarem um dispositivo», referiu o analista Jitesh Ubrani. «E a oportunidade permanece muito atrativa para marcas de relógios tradicionais e de moda, visto que a escala da eletrónica de consumo ultrapassa largamente o seu mercado».

Durante a conferência anual de programadores, WWDC, a Apple anunciou algumas novidades da próxima versão do sistema operativo watchOs, que vai para a quarta iteração. A integração inteligente com a assistente Siri e novas máscaras Disney foram algumas das novas funcionalidades, mas a Apple continuou, curiosamente, a focar a utilidade do aparelho naquilo que tornou a Fitbit uma marca reconhecida – o exercício físico.


Publicado em:

Mobilidade

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