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Até que ponto as redes sociais convencem os executivos portugueses (C-levels)?

Márcio Nogueira, diretor de Estratégia na Impacting Digital

Publicado em 5 Fevereiro 2018 | 196 Visualizações

Numa era cada vez mais digital, em que o consumo de informação através dos meios online não para de aumentar​, assistimos também a uma crescente influência das redes sociais no acesso à informação online por parte dos executivos de empresas em Portugal. Mas afinal, qual a rede social mais usada pelos diretores das empresas? E quanto tempo dedicam estes ao consumo de informação nas redes sociais? As respostas são-nos dadas pelo estudo “Hábitos de Consumo de Informação Online de C-Levels em Portugal” realizado pela consultora Impacting Digital.

Mesmo que associados a um contexto profissional, ao contrário do que se possa pensar, o Facebook é a rede mais utilizada por executivos portugueses para consumo de informação online, reunindo a preferência de 47% dos inquiridos, seguida pelo LinkedIn e pelo Instagram, com 28% e 11%, respetivamente.

Este dado está em conformidade com a informação veiculada por um estudo publicado pelo The Financial Times, onde o Facebook e o LinkedIn são, de facto, as redes mais utilizadas por business decision makers em todo o mundo para consumir informação online, apesar de serem utilizadas com objetivos distintos​. Através do Facebook acedem a informação do foro generalista, enquanto que através do Linkedin o foco centra-se em informação especializada, corporativa, e relações de networking. Porém, ainda no âmbito deste estudo, o Youtube, o Twitter e o WhatsApp surgem, cada vez mais, como key drivers para consumo de informação – redes estas que têm ainda pouca expressão entre os executivos portugueses.

Voltando ao estudo realizado pela Impacting Digital, as redes sociais funcionam mesmo como um meio fornecedor de conteúdo noticioso para os executivos portugueses, onde 38% dos inquiridos afirma que se serve destas plataformas para aceder a notícias​ enquanto, e contrariando o padrão, 30% dá preferência ao conteúdo de entretenimento​. Apontam-se ainda conteúdos relacionados com tendências a nível profissional, conteúdos de ordem técnica, aplicações e páginas pessoais. Quanto à forma como consomem informação, a maioria (68%) admite que partilha informação que considera relevante. Contudo, e desta maioria, apenas 52% o faz de forma pública, sendo que 48% prefere partilhar e comentar de forma privada, via chat ou mesmo via e-mail. Isto porque, dado o cargo de responsabilidade que ocupam no seio das empresas que representam, que exige, na maior parte dos casos, um perfil de discrição e contenção, a estratégia é fazer curadoria dos conteúdos que  partilham publicamente​ nas suas páginas.

Relativamente ao tempo que, em média, dedicam diariamente ao consumo de informação via redes sociais, exatamente a metade dos inquiridos (50%) assume que o faz cerca de 30 minutos por dia.​ Apenas 4% refere que investe mais de duas horas diárias. A manhã e a noite são os períodos em que mais atividade existe, apontando a hora de almoço, a tarde e a hora de jantar como as alturas em que menos acedem às redes sociais.

Estaremos então num momento de consolidação na forma como o digital influencia as decisões dos executivos portugueses nas suas empresas? Os sinais dos tempos dizem-nos que sim e que são estes mesmos decisores que carregam a responsabilidade de abrir caminho à transformação digital nas suas empresas.


Publicado em:

Opinião

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