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Automatização: O futuro da integração de novos talentos

António Loureiro, CEO da Conquest One

Publicado em 2 Fevereiro 2022 por Ntech.news | 597 Visualizações

Na última década temos vindo a assistir a uma evolução do papel das equipas de RH e Talento, cada vez mais focadas no aumento da qualidade de vida dos colaboradores, característica que tem impacto direto na qualidade de novos processos de admissão.

As pessoas têm de estar na agenda de prioridades das empresas, porque são elas que marcam a diferença e que ajudam a posicionar os seus empregadores no mercado enquanto marcas, serviços ou produtos. E os líderes estão finalmente a perceber isto.

Se por um lado, as ferramentas de automatização ajudam a otimizar o tempo, e a garantir acesso mais rápido a dados mais precisos e fidedignos para as tomadas de decisão, por outro também ajudam a ter equipas mais felizes, produtivas e comprometidas para com a empresa.

E como é que estas ferramentas conseguem aumentar a satisfação pessoal e profissional de novos candidatos?

A gestão de pessoas não acaba com a contratação. Existem três pilares cruciais: Engagement e Retenção de Talento; Aquisição e desenvolvimento de Novas Competências e Avaliação e Gestão do Desempenho.

Vivemos num mundo extremamente competitivo e, no setor de TI, é imperativo ter processos integrados de contratação e gestão de talentos, de validação de compatibilidade técnica, comportamental e cultural, de gestão remota de equipas e suporte estrutural.

A automatização dos processos de admissão de novos colaboradores e gestão de talento contribui significativamente para um dos grandes desafios da atualidade: a retenção de talento. Existe uma maior satisfação do colaborador quando o seu perfil e o da empresa e projeto fazem match.  A analítica de dados permite reforçar o sucesso deste match, e alocar os recursos com as competências certas (soft e tech skills) aos projetos certos. Ou seja, por um lado assegura recursos que acrescentam real valor às empresas, e por outro assegura projetos que motivam esses recursos.

De facto, os processos de automatização permitem às equipas de RH e Talento terem um know-how mais preciso do perfil de cada candidato, algo que permite aumentar a taxa de sucesso e de satisfação e, por conseguinte, melhorar a relação com os candidatos.

Também é importante lembrar que este acompanhamento permanentemente dos recursos por parte das equipas de RH  e Talento não deve ter apenas em conta a componente profissional. Deve privilegiar também o seu bem-estar pessoal. Mais do que nunca é crucial  trabalhar com pessoas felizes e motivadas, e investir em ferramentas que potenciem estes objetivos.

Empresas como a Google, a Adobe ou a Uber já utilizam ferramentas de automatização, independentemente de se tratar de um projeto ou de uma contratação permanente.

Embora hoje as empresas estejam a viver uma prova de fogo, a pandemia veio oferecer também uma oportunidade para, em particular os líderes de RH, acelerarem a sua mudança e passarem de uma função de serviço para uma função mais estratégica, passando a ter um posicionamento mais ativo naquele que será o futuro das empresas pós-pandemia.


Publicado em:

Opinião

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