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Boas práticas para o disaster recovery na cloud

Iván Abad, director técnico da Commvault para Portugal e Espanha

Publicado em 17 Junho 2020 | 269 Visualizações

Cada organização tem as suas particularidades e necessidades, que variam muito de acordo com o setor ou a própria filosofia do negócio em que se insere. Portanto, quando uma empresa planeia implementar um sistema de disaster recovery, há várias perguntas que devem ser colocadas antes de começar.

A primeira – e mais importante – é: o que significa um desastre para a minha organização? Embora pareça óbvio, a resposta que cada empresa pode dar pode ser muito diferente da outra. Outra das grandes questões que se costumam colocar é por razão é que devemos mudar para a cloud? A realidade é que existem muitos motivos para mudar a estratégia de recuperação de desastres para a cloud, sendo que os dois principais são a flexibilidade e a otimização de custos.

Mas uma vez tomada a decisão de colocar em marcha uma estratégia de recuperação de desastres na cloud, estes serão os 5 passos a dar para o conseguir:

1. Como iniciar o processo

O primeiro passo é responder aos requisitos técnicos da empresa e das partes interessadas. Já sabemos o que é importante para o negócio, agora precisamos saber como isso se relaciona com os sistemas reais a que queremos recuperar em caso de desastre.

2. Priorizar recursos

É chegada a altura de priorizar os nossos recursos. Sabendo o que é importante para o negócio, podemos criar níveis de prioridade para os diferentes sistemas da organização. Estes níveis são definidos pela rapidez com que um recurso deve funcionar no site de disaster recovery após a ocorrência de um evento de desastre. No primeiro estarão as aplicações corporativas críticas que têm os tempos de RPO/RTO mais curtos com base em SLAs. Depois, vêm as aplicações comerciais importantes. E, por fim, as restantes aplicações. Cada organização deverá ter uma estrutura de níveis diferente, consoante as suas necessidades.

3. Mapeamento de aplicações e processos

Esta é uma parte difícil: agora que sabemos o que precisa de ser movido e com que prioridade, é necessário entender como isto se liga a tudo o resto. Existem ferramentas/equipamentos que executam esta tarefa automaticamente porque não faria sentido esperar que um recurso humano fosse capaz de memorizar todas as integrações de uma aplicação dois anos depois da sua implementação.

4. Runbook

É um manual de instruções que segue uma série de etapas e numa determinada ordem para ativar o site de DR. Este livro de instruções deve ser escrito de forma que qualquer pessoa dentro da organização de TI da empresa possa executar o processo.

5. Testar, testar, testar!

Esta parte é delicada. Não temos apenas que testar para ver se está a funcionar bem, como também devemos testar todo o ambiente de uma só vez. Periodicamente, é importante fazer um restauro aleatório de ficheiros para testar a fiabilidade, mas a verdade é que é preciso testar TUDO para garantir que o desempenho e a estabilidade sejam consistentes no novo local da cloud.


Publicado em:

Opinião

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