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Bold atinge meta dos 22 milhões de euros

Publicado em 13 Abril 2018 por Claudia Sargento | 365 Visualizações

A Bold fechou o último ano fiscal (de 2017) com um volume de negócios na casa dos 22 milhões de euros, o que representa «um crescimento de 22% face ao ano anterior», conforme fez questão de sublinhar, Bruno Mota, sócio fundador e CEO da companhia portuguesa.

Com cerca de oito anos de atividade, a Bold começou com «apenas dois elementos na equipa», explicou o mesmo responsável, «contando atualmente um total de 570», ou seja, mais 70 do que no final de 2016. De resto, a contratação de novos profissionais faz parte dos planos da Bold para a sua estratégia até 2020, altura «em que se espera contemos já com 800 colaboradores».

Os resultados permitiram ainda à Bold posicionar-se- de novo no ranking do Financial Times ao reentrar para o FT1000 «por ser considerada uma das empresas com crescimento mais rápido da Europa».

Bruno Mota recorda que «o trabalho que temos vindo a fazer e o caminho que temos desbravado na Bold tem dado frutos e os resultados financeiros agora apresentados são exemplo disso». Assim sendo, a Bold integra agora a posição 752 entre mil empresas europeias com maior crescimento, tendo registado 206% de crescimento da receita entre 2013 e 2016 e criado 136 novos postos de trabalho no mesmo intervalo de tempo, segundo foi referido pela companhia.

Com uma aposta forte no mercado internacional – a Bold tem, aliás, um escritório próprio em S. Paulo, no Brasil – a organização projeta que, até 2020, o negócio internacional venha a valer 40% do total das receitas geradas. Para isso, muito deverá contribuir também a abertura de novos escritórios internacionais: «Para já estamos em período de análise e seleção entre países da Europa Central», referiu o CEO. O passo, neste caso, não deverá ser concretizado «antes do próximo ano».

A empresa iniciou a sua atividade com a oferta de serviços, mas, ao longo dos anos, tem vindo a evoluir, contando atualmente «com oferta nearshore, uma área de transformação digital, centros de competências e uma área de desenvolvimento de produto» conforme referiu Hugo Fonseca, COO da Bold.

Na realidade, «a entrada no mercado de desenvolvimento de produto acabou por se revelar o maior de todos os desafios para uma empresa que nasceu nos serviços», explicou o mesmo responsável, «mas acabou por haver aqui uma adaptação que seria inevitável».

A empresa conta ainda seis centros de competências especializados: para as áreas de mobile trata-se do Carbon; para trabalhar o marketing digital, contam com o Diamond; para a Internet das Coisas, o centro indicado é o Techsensys enquanto o Collide trata tudo o que tenha a ver com os videojogos e narrativas interativas. Os dois últimos centros são o Neos e o Outfit. O primeiro surge vocacionado para as infraestruturas e administração de sistemas e o segundo para soluções em plataforma low-code OutSystems.

Entre os produtos já desenvolvidos, a Bold deu destaque à aplicação Studo «que vive na tv box» e que permite aceder a conteúdos escolares programáticos desde o pré-escolar ao quarto ano, «bloqueando o acesso à televisão nos horários determinados pelos pais e enquanto as crianças não resolverem os problemas que a app propõe e fizerem o respetivo estudo», explicou Hugo Fonseca. Esta solução está, para já, disponível através da Vodafone com um custo de 4,99 euros por mês, à exceção dos conteúdos de matemática «que são gratuitos».

Um outro produto também desenvolvido pela Bold e já implementado em Londres, via King`s College, «é um medidor de poluição atmosférica que tira partido da internet das coisas». Finalmente, a empresa disponibiliza também uma app para formação de colaboradores – já implementada em clientes como o El Corte Inglês, a Microsoft ou a Pfeizer – e que permite formar recorrendo ao conceito de gamification.


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Negócios

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