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Centro de I&D para linguagem natural da Microsoft já não está em Portugal

Publicado em 9 Março 2018 por Cristina A. Ferreira | 442 Visualizações

A Microsoft mantém um investimento significativo em Portugal, no que se refere a centros tecnológicos de âmbito internacional, mas nos últimos dois anos também desinvestiu no país. Em 2005 Portugal acolheu um centro de I&D para a linguagem natural do grupo pioneiro em todo o mundo, um projeto que tinha sido anunciado sete anos antes, em 1998, durante a visita de Bill Gates a Portugal. Há data anunciava-se um investimento de 10 milhões de euros a cinco anos e a criação de 25 postos de trabalho diretos e outros 50 indiretos.

Até ter sido deslocalizado, há cerca de dois anos, manteve-se o único centro de investigação da empresa, na área da linguagem natural, em toda a Europa e por isso mesmo, embora fosse uma presença discreta no país, era uma bandeira importante na capacidade do país para atrair investimento em I&D. Uma conquista da primeira passagem de Mariano Gago pelo ministério da ciência.

A estrutura tinha cerca de 30 pessoas quando a empresa «decidiu centralizar as principais áreas de investigação desenvolvidas pelo Microsoft Language Development Center, que incluem o desenvolvimento de componentes e de ferramentas de tecnologia de língua», explica a fabricante ao Ntech.News.

«A concentração do esforço de Investigação & Desenvolvimento da Microsoft Corporation está nas regiões EUA e Ásia e foi uma decisão estratégica internacional», acrescenta a mesma fonte. A empresa explica ainda que «a complexidade dos processos de desenvolvimento de tecnologias de ponta e a necessidade de uma integração cada vez mais estreita entre os diversos grupos de desenvolvimento de produto» acabaram por ditar a necessidade. Este terá sido o caminho encontrado para acelerar o tempo de desenvolvimento e dar eficácia aos próprios processos, justifica a Microsoft, que à data não comunicou publicamente a decisão.

O centro português participava no desenvolvimento das ferramentas que permitem a interação por voz com vários produtos da fabricante, como o Kinect ou o Bing, mas o projeto de maior dimensão, na reta final da operação em Portugal, era o aperfeiçoamento da Cortana, assistente inteligente da Microsoft.

A Microsoft mantém em Portugal um centro de suporte técnico internacional que dá emprego a 350 colaboradores e recebe anualmente um investimento de 33 milhões de euros, como detalha o Especial: Portugal na Rota dos Grandes Centros Tecnológicos.


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