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Claranet atravessa o Atlântico e quer levar empresas portuguesas

Publicado em 15 Dezembro 2016 | 649 Visualizações

António Ferreira, managing diretor da Claranet Portugal, defende que a aquisição da brasileira CredibiliT «é particularmente interessante para multinacionais portuguesas com presença no Brasil». O negócio foi confirmado em dezembro

O responsável da operação portuguesa da Claranet sublinha ao Ntech.news que o negócio abre portas à «presença do grupo em dois continentes e a possibilidade de prestar serviços dos dois lados do atlântico, com uma estrutura local», uma evolução que, acredita, pode ser muito benéfica para os clientes com interesses em ambas as geografias.

A CredibiliT está no mercado desde 2009 e é um dos principais fornecedores de serviços cloud no Brasil. Na lista de clientes – cerca de uma centena – tem nomes como a Pepsico, TV Globo ou Editorial Abril. É Premier Consulting Partner da Amazon Web Services (AWS), um estatuto que no país só duas empresas têm e conta com 25 colaboradores certificados em AWS. Mais recentemente atingiu o nível de competências Silver Cloud Platform em Microsoft Azure.

Para António Ferreira, com estes passos a empresa «conseguiu demonstrar capacidade de inovação, colocando-se na linha da frente dos prestadores de serviços de migração, implementação e operação de infraestruturas e aplicações na cloud pública». Também se destacou por ter «um conjunto de fatores de diferenciação na sua oferta e modelo de serviço, que vamos exportar para outros países», acrescenta o mesmo responsável.

A CredibiliT vai ser o trampolim da Claranet para a América Latina, depois de o grupo ter já apostado numa estratégia agressiva de aquisições para crescer na Europa, onde se transformou num dos maiores players do sector, com um volume de negócios anual de 250 milhões de euros e quase seis mil clientes. Na região assegura presença em Portugal, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Holanda e Brasil.

A nova aquisição da Claranet tem um volume de negócios anual de 30 milhões de reais (cerca de oito milhões de euros). Entra em 2017 com a mesma designação comercial, a que acrescenta a frase «Claranet Group company”, mas a prazo o objetivo é fazer prevalecer a marca Claranet. A transição deve acontecer até final do ano.

 


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Negócios

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