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Cloud pública é uma nova unidade de negócios da Claranet

Publicado em 5 Abril 2017 por Ntech.news - Rui da Rocha Ferreira | 1209 Visualizações

Claranet Cloud Pública

A Claranet anunciou ontem, 4 de abril, a decisão de dar uma maior autonomia aos seus serviços de cloud pública, tornando esta área numa nova unidade de negócio. O executivo Vasco Afonso, que já está há mais de uma década na tecnológica, será a pessoa responsável por liderar este novo desafio, detalhou a Claranet em comunicado.

A empresa considera que este foi um passo necessário para concretizar a visão que tem relativamente aos serviços de cloud pública.

“A autonomização desta unidade de negócio permite endereçar estes dois desafios, a agilidade operacional requerida pelas soluções de cloud pública, assim como aumentar a concorrência dentro da nossa própria organização, para entregar, a cada cliente, a melhor solução. A cloud pública será a área de maior crescimento nos próximos anos e sentimos que deveremos ser nós, antes de qualquer outro potencial concorrente, a dinamizar o mercado e a introduzir maior concorrência”, disse o diretor-geral da Claranet Portugal, António Miguel Ferreira, em resposta ao Ntech.news.

O executivo revelou ainda que no primeiro trimestre deste ano os serviços de cloud pública registaram um crescimento de 100%, um valor que está em linha com o objetivo traçado para esta área de negócio no curto prazo.

“Queremos duplicar o volume de negócios em 2017 e voltar a fazê-lo em 2018. O percurso de migração para a cloud está ainda no seu início. Estamos presentes noutros mercados mais maduros (Inglaterra ou França, por exemplo), onde ainda continuamos a ver um grande dinamismo e crescimento da cloud pública. A experiência que daí retiramos, permite-nos antecipar as necessidades dos clientes em Portugal”, adiantou António Miguel Ferreira.

Apesar da aposta que a Claranet está a fazer nesta nova unidade de negócio, a cloud híbrida mostra igualmente sinais de crescimento. Quando questionado sobre este facto, o diretor-geral da Claranet destacou a importância que uma unidade forte de cloud pública pode ter também nos serviços de cloud híbrida.

“A cloud híbrida está em franco crescimento e é o centro da nossa estratégia. Mas acreditamos que para ter a melhor solução de cloud híbrida, temos que ter as melhores soluções do mercado, quer na área de cloud privada, nosso foco desde 2005, quer na área de cloud pública, que endereçamos desde 2012 e, com esta autonomização, um ainda maior dinamismo. Não são portanto alternativas, são duas apostas claras, totalmente complementares”, respondeu.

Adaptar às novas realidades

As mudanças que têm existido no mercado também ajudam a justificar e a reforçar esta aposta que a Claranet está a fazer na cloud pública. Atualmente a maioria dos clientes da empresa são de média ou grande dimensão, perfis empresariais que exigem soluções de “flexibilidade, escala, automação e presença mundial, a que as clouds públicas respondem melhor”.

Mas o crescimento do ecossistema empreendedor, o aparecimento de muitas novas empresas e várias delas com um modelo de cloud first, acabam por tornar os serviços de cloud pública numa aposta que responde às novas tendências do tecido empresarial.

“Fruto do ecossistema de empreendedorismo que tem sido promovido no nosso país nos últimos anos e do surgimento de muitas novas startups, temos também tido solicitações de empresas ‘não tradicionais’, que têm uma lógica de ‘cloud-first’, ou seja, desenvolvem as suas aplicações e colocam os seus dados na cloud pública, desde o primeiro momento. São sobretudo estas que procuram maior agilidade e um modelo de serviços que seja flexível, tal como são as infraestruturas e plataformas de cloud. É este desafio adicional que endereçamos a partir de agora, ao colocar os nossos especialistas de cloud, também à disposição das empresas do futuro”, defendeu António Miguel Ferreira.


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Negócios

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