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Cloud da IBM é hibrida e sai reforçada do InterConnect 2016

Publicado em 10 Março 2016 | 409 Visualizações

Com os olhos postos no futuro, a IBM foi a Las Vegas dizer que está com os pés bem assentes nas nuvens, mais concretamente na nuvem hibrida. Na edição do InterConnect 2016, a multinacional revelou ao mundo empresarial que está na cloud para ajudar os clientes a vencer nesta era tecnológica e que não está sozinha nessa missão. A Big Blue revelou que tem um ecossistema de parcerias bem estruturado para acelerar a migração das empresas para a nuvem e posiciona-se para conquistar projetos nesta área, onde investiu fortemente em 2015. 100% do software mais revelante da IBM já está na IBM Cloud, assim como mais de 200 serviços, uns novos e outros melhorados. A infraestrutura também foi reforçada com oito novos datacenters, entre eles um na Austrália, outro no Brasil e outro na India, que assim compõem a rede de mais de 40 centros de dados existentes a nível mundial, um deles localizado em Portugal.

 

No palco do InterConnetct, Robert LeBlanc, senior VP de IBM Cloud, assumiu que a «Cloud não é um destino é uma plataforma de inovação». Segundo ele as organizações chegaram a um momento em que têm obrigatoriamente de extrair valor dos dados, dos serviços e das apps mais relevantes para o seu negócio. «Queremos livrar os clientes do fardo que é o investimento em gestão», sustentou Robert LeBlanc.

 

É neste alinhamento de missão que IBM e VMware vão dar seguimento à parceria que as une e juntas propõe-se a sustentar o movimento tectónico para a cloud, rentabilizando os investimentos dos clientes e acelerando a mudança. O fortalecimento da aliança IBM/VMware foi o anúncio “UAU” do evento e foi acolhida com os votos afirmativos de um grande número de clientes de ambas as companhias e dos parceiros, que passam a ter na cloud IBM o espaço VMware SDDC pré-configurado, sem terem de parametrizar indefinidamente os centros de dados, e integrando as soluções VMware vSphere, NSX e Virtual SAN na IBM Cloud.

 

Robert LeBlanc e Carl Eschenbach, presidente e COO da VMware, confirmaram estar comprometidos com cerca de 80% das empresas que estão envolvidas em processos de migração para a cloud hibrida, proporcionando-lhes a facilidade de gestão e a escalabilidade de que necessitam, protegendo os investimentos já feitos, assim como a coexistência do sempre protegido ambiente on-premise e da aliciante nuvem de oportunidades. «Estamos comprometidos em ajudar os clientes a avançar para cloud sem receios de segurança, controlo, gestão ou escalabilidade», confirmou LeBlanc. As duas empresas revelaram que estão a promover canais de venda conjuntos. «Queremos transparência no processo», reafirmou o senior VP de IBM Cloud. Uma transparência que inclua as ferramentas e tecnologias com as quais as empresas estejam habituadas a trabalhar e nas quais tenham investido nos últimos tempos. Com cerca de 90% de clientes a correrem os seus sistemas em VMware, LeBlanc e Eschenbach assumiram que este reforço de parceria faz todo o sentido. «Já devia ter sido feito», destacou o presidente e COO da VMware.

 

Open source acelera inovação

 

A cloud hibrida tem os ingredientes certos para funcionar e marcar pontos na transformação digital, uma transformação que Tom Risamilia, senior VP da IBM Systems, diz exigir tecnologia disruptiva e modelos de negócio inovadores. A Integração e a coexistência são palavras de ordem num mundo de dados que não pára de crescer, que deverá representar 21bilioes até 2020, e no qual a disponibilidade, a escalabilidade e a fiabilidade são mais valorizadas do que nunca.

 

De acordo com este responsável, as soluções estão disponíveis, sendo necessário adotar um novo mindset disposto a evoluir e a perceber que a mudança é desenhada de muitas formas que se interligam em muitos pontos comuns de negócios, estratégias e setores. Criar, ligar e otimizar são missões assumidas pelo ecossistema de serviços, aplicações e dados disponibilizado pela IBM para acelerar a caminhada das organizações rumo à cloud híbrida garantiu  Marie Wieck, general manager of cloud integration. Caberá por isso à comunidade de desenvolvimento definir a transparência das ligações à cloud e da cloud aos

processos de negócio das empresas e às aspirações dos gestores.

 

Tom Risamilia garantiu que a consistência deverá ser a principal mensagem de um ecossistema que tem por base parcerias, integração e dados. É nesse sentido que estão disponíveis novas capacidades de computação que permitem desenvolver novas apps em ambiente Bluemix (IBM cloud) em poucos minutos. «Simplificou-se radicalmente o desenvolvimento cloud», assume o responsável. A plataforma aberta de construção de microserviços Bluemix OpenWhisk,,os novos serviços Open for Data e a parceria entre a IBM e a GitHub abrem portas à simplicidade que as empresas procuram na nuvem. A parceria com a plataforma GitHub promete acelerar o desenvolvimento da nova geração de aplicações, iOS ou Java, para clientes empresariais. O GitHub Enterprise será o serviço que ambas contam disponibilizar via Bluemix e que entre outras vantagens permitirá a reutilização de código e a colaboração entre equipas de desenvolvimento. Pelo fato de estar baseada em Bluemix, esta solução permitirá ainda acesso às capacidades Hybrid DevOps. Neste modelo, Chris Wanstrath, co-founder and CEO da GitHub, assume que haverá mais empresas a utilizar código e a construir mais rapidamente aplicações cloud. A IBM explicou que também o WebSphere middleware está mais ligado à nuvem e aos serviços através do IBM Websphere Cloud Connect, o que promete facilitar o trabalho dos programadores Java na ligação de serviços através de APIs.

 

A IoT pede mais computação cognitiva

 

Há mais dados, mais informação e muito conhecimento incluso que é necessário processar para elevar os negócios ao novo patamar disruptivo. Mais velocidade na era do conhecimento é bem-vinda, da mesma forma que as capacidades de processar e analisar a informação são uma condição indispensável para se criar vantagem competitiva. O Watson é a resposta da IBM para este descortinar de saberes e para a consolidação do conhecimento. «Até 2020, 95 das software houses do top 100 terão integrado uma ou mais tecnologia cognitiva» garantiu LeBlanc. David Kenny, general manager da área de IBM Watson, garantiu que o Watson está mais inteligente e que há três novas APIs que vão fazer a diferença, não só a nível emocional mas também de reconhecimento de imagem. As APIs Expressive text to speech, Emotion analysis, Visual recognition, são as próximas novidades. «Estamos a simplificar a plataforma, tornando-a mais fácil para construir, ensinar e implementar tecnologia», assumiu Kenny.

 

Tornar o big data em melhores decisões de negócio é uma meta das empresas e o Watson é a solução ideal para lidar com a tempestade de dados e abrir caminhos nesta era cognitiva que se desenha e que serve de base à IoT. Harriet Green, general manager de Watson IoT, Commerce and Education na IBM, defende que a computação cognitiva está a mudar cada aspeto do negócio, permitindo que este supere os desafios que se lhe colocam diariamente. A base desta superação são os dados, um manancial de informação que hoje está subaproveitada. De acordo com Harriet Green cerca de 90% dos dados que existem nas empresas não são aproveitados e mais de 2/3 perdem valor em apenas um segundo. É nesta massa critica efémera que o Watson vai trabalhar e trazer valor, criando o conceito de cognitive IoT.

 

 

 

Swift está na cloud IBM

 

Conscientes de que os clientes querem aplicações modernas, simples e mais mobilidade, a IBM procurou explorar a um novo nível de proficiência a parceria com a Apple. Na prática o objetivo comum passa por levar a velocidade e os ambientes nativos das web apps para o exigente ecossistema de desenvolvimento de aplicações empresariais. A linguagem para programação de aplicações móveis da Apple entra assim na cloud IBM, permitindo que os programadores possam desenvolver aplicações de negócio nesta linguagem de forma nativa. «O Swift é a linguagem de desenvolvimento do futuro», assumiu Brian Croll, VP product marketing da Apple.

 

Depois de disponibilizar o Swift SandBox, ferramenta online que permite criar aplicações nativas na nuvem, seguem-se agora o Swift Runtime e o Swift Package Catalog para corresponderem às necessidades dos programadores. De acordo com Michael Gilfix, vice-president de IBM MobileFirst Offering Management, o Swift na cloud é «uma oportunidade para as empresas simplificarem radicalmente o desenvolvimento de aplicações end-to-end e desta forma alcançarem novos níveis de produtividade.

 

 

 

 

Inteligência dos edifícios Siemens powered by IBM

 

A cloud abre um novo capitulo na construção sustentável e a Siemens Buildings Technologies Division encontrou na cloud da IBM o sustento que necessitava para ir mais longe na sua estratégica de inovação IoT. Matthias Rebellius, CEO da empresa, afirmou que é altura de deixar de pensar os edifícios como uma fonte de custos e antes como um complemento do sucesso do negócio. As duas empresas revelaram que estão a trabalhar num ecossistema tecnológico que suporta milhões de utilizadores. «Continuamos a inovar e a utilizar dados para entregar novas experiências aos utilizadores», justifica Matthias Rebelius.

 

A Siemens está a integrar o software IBM Watson, incluído as capacidades de gestão e analíticas na plataforma Navigator. Desta forma, o CEO da Siemens Buildings Technologies Division explica que a união entre a IBM e a Siemens resulta numa combinação que irá «melhorar drasticamente a produtividade dos edifícios».

 


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Atualidade

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