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Cloud: os caminhos que falta trilhar para multiplicar ganhos

Publicado em 29 Março 2017 | 610 Visualizações

Um inquérito realizado pela Red Hat junto dos clientes da empresa no final do ano passado indicava que a estratégia para a cloud continuaria a ser o maior desafio tecnológico das organizações em 2017. Mais de 50% dos inquiridos identificaram-no como o seu principal desafio. Em segundo e terceiro lugares, surgiam a necessidade de maior agilidade no desenvolvimento aplicacional e a otimização/modernização das TI, respetivamente.

Os fabricantes de soluções partilham desta perceção e reconhecem que a migração de negócios tradicionais para negócios digitalmente transformados é hoje uma das questões relevantes «na adoção da cloud e na integração da mesma com os sistemas legacy/on-premise», admite Hugo Abreu, country manager da Oracle em Portugal.

As questões relacionadas com uma maior agilidade e flexibilidade de modelos, que o estudo da Red Hat identificava, são igualmente eleitas como críticas e potencialmente centrais para muitas organizações em Portugal este ano, por quem está em contacto direto com o mercado local. «Mais do que a migração para a cloud, que está em curso há vários anos, há uma necessidade de os modelos de gestão de aplicações e dados serem flexíveis, escaláveis e ágeis, o que implica uma transformação na arquitetura das aplicações», defende António Ferreira, managing director da Claranet Portugal.

É consensual a opinião de que a abordagem das empresas à cloud tem de encaixar todo o potencial desta transformação, para que, de facto, se tire partido dele. Muitas empresas já fizeram este caminho, mas muitas ainda terão de o fazer e 2017 apresenta-se como uma nova oportunidade para alinhar estratégias nesse sentido.

«As empresas que continuarem a olhar para a cloud apenas como uma plataforma diferente de alojamento, mas sem reequacionar a forma como estão desenhadas e implementadas as suas aplicações, não estão a tirar verdadeiramente partido da nuvem e não conseguirão acompanhar a melhoria da competitividade requerida para o sucesso futuro dos seus negócios», continua António Ferreira.

A falta de compreensão do potencial da cloud também se explica, defende João Cruz, partner e co-founder da Closer, pelo facto de o foco na utilização de tecnologias cloud estar ainda muito concentrado em «dar resposta a problemas ou necessidades que os clientes ainda não têm, desprezando a resposta às necessidades que o cliente tem e declara ter». É por isso, aliás, que na sua perspetiva «o grande desafio que se coloca às empresas neste domínio, em 2017, se prende com a capacidade de «satisfazer essas necessidades em tempo útil e com a qualidade desejada, o que representa um desafio de otimização no tempo e nos recursos a utilizar».

Nas várias vertentes do tema, os principais atores deste setor concordam que ainda há muito trabalho a fazer no mercado português no que à cloud diz respeito. Afinal, como refere Isabel Reis, diretora da Dell EMC, «a passagem das aplicações para a nuvem está ainda em processo de avaliação e análise por um elevado número de organizações» e isso indicia que o ano pode trazer movimentações interessantes.

Do ponto de vista das clouds privadas 2017, será o ano em que o conceito do software defined data center dará os primeiros passos, acredita Edgar Ivo da Red Hat, «tornando-se um conceito fundamental na modernização de qualquer datacenter. Na sua perspetiva, a área das telecomunicações estará em destaque neste domínio, com especial foco para a NFV (Network Function Virtualization), no que diz respeito à virtualização de componentes centrais do negócio dos operadores.


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