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Como é que serão os escritórios europeus dentro de dez anos?

Publicado em 7 Março 2017 | 1865 Visualizações

A Epson desenvolveu um estudo para perceber qual o impacto que várias tecnologias terão nos locais de trabalho, e descobriu que 65% dos entrevistados estão dispostos a receber formação para se adaptarem aos escritórios do futuro.

O estudo, conduzido pela FTI Consulting e precisamente intitulado «O escritório do futuro», inquiriu trabalhadores de áreas como saúde, educação, retalho, comércio e indústria, e teve a colaboração de um painel de 17 especialistas.
Mais de metade dos europeus inquiridos (57%) disseram acreditar que novas tecnologias vão mudar radicalmente os modelos organizativos e os postos de trabalho tradicionais nos principais setores económicos. Os resultados refletem a necessidade de as empresas fomentarem a formação para os seus colaboradores.

Apenas 14% dos inquiridos qualificou como “excelente” o seguimento que a sua organização faz dos avanços tecnológicos no setor, e menos de um terço (28%) afirmou que a sua empresa é especialmente boa na implementação de novas tecnologias.

«O contexto em que vivemos e trabalhamos vai evoluir radicalmente graças à tecnologia, uma vez que avançamos para um mundo onde a nossa vida assumirá um novo propósito», comenta Minoru Usui, presidente da Epson.

A maioria dos trabalhadores encara a tecnologia como positiva: 75% dos inquiridos consideram que trará novas oportunidades de negócio e de crescimento. No entanto, o estudo identificou três pontos importantes que terão impacto no futuro.

Um deles é o facto de 6% dos colaboradores ter indicado que interromperiam deliberadamente a adoção da tecnologia se os seus postos de trabalho fossem ameaçados. O valor aumenta para 12% entre a geração Y e sobe ainda mais entre os diretores séniores (17%).

Outra questão é a falta de conhecimento: embora grande parte dos inquiridos considere tecnologias emergentes como a inteligência artificial, realidade aumentada, wearables e robótica como avanços interessantes, afirmam ter um conhecimento muito limitado sobre eles.

O terceiro ponto é o da preparação para o futuro. Quase um terço dos inquiridos é da opinião de que a sua empresa não comunica de forma adequada o impacto positivo da mudança tecnológica. Além disso, 60% considera que as empresas são mais propensas a contratar novo pessoal, quando são necessárias aptidões tecnológicas, em vez de formar os colaboradores atuais.

«É compreensível que as pessoas revelem uma certa incerteza pelo impacto futuro dos avanços tecnológicos. Mas se os soubermos gerir da melhor forma, também poderão surgir grandes oportunidades», assume Minoru Usui. O executivo considera «urgente» estabelecer uma melhor comunicação entre governos e organizações para garantir que toda a gente consegue adotar novas funções.

 

 


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