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Competências digitais potenciam igualdade de género

Publicado em 3 Março 2016 | 413 Visualizações

As mulheres com competências digitais estão a contribuir para minimizar a desigualdade de género no local de trabalho. A conclusão surge no estudo Getting to Equal: How Digital is Helping Close the Gender Gap at Work, da Accenture, lançado no âmbito do Dia Internacional da Mulher.

O mesmo trabalho dá ainda conta que «a fluência digital e a forma como as pessoas recorrem e utilizam as tecnologias digitais para se tornarem mais informadas, conectadas e efetivas, desempenha um papel determinante para ajudar as mulheres a alcançar a igualdade de género e a tornar o ambiente de trabalho mais equilibrado».
 
Diz o trabalho da Accenture que as «mulheres estão a usar as competências digitais para obter uma vantagem ao se prepararem para encontrar um emprego e progredir na carreira».

Apesar desta realidade, a verdade é que as mulheres «ainda estão um passo atrás dos homens em termos de fluência digital na maioria dos 31 países analisados nesta pesquisa», e nos quais não se inclui Portugal, «pelo que o investimento nessas competências pode alterar este cenário».
                                                                                                                                    
A Accenture acredita que, caso as empresas e os governos trabalhem no sentido de contribuir para «duplicar o ritmo ao qual as mulheres se tornam digitalmente fluentes», então a igualdade de género poderá ser alcançada «em 25 anos nos países mais desenvolvidos, contra 50 anos ao ritmo actual».

Já nos países em desenvolvimento, «a igualdade de género no local de trabalho pode ser alcançada em 45 anos, versus os atuais 85 anos».
 
E, apesar de a fluência digital ajudar as mulheres a progredir nas suas carreiras, a verdade é que o seu impacto ainda não permitiu reduzir as diferenças em cargos executivos ou relativamente a salários».

Assim sendo, o estudo da Accenture dá conta que «os homens ainda representam os elementos do agregado familiar com salário superior, nas três gerações» mas esta é uma situação que se deverá alterar «à medida que as mulheres da geração millennial, nascidas entre o início dos anos 80 e 2000, atinjam cargos de gestão».

 

Metodologia do Estudo

O estudo da Accenture avalia os resultados de uma pesquisa online, efetuada entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, a mais de 4.900 mulheres e homens de 31 países. A amostra apresenta igual representação entre homens e mulheres de três gerações (Millennials, Geração X e Baby Boomers) em toda a força de trabalho de organizações de diferentes dimensões.

A margem de erro total da amostra é de +/- 1,4%. As tecnologias digitais incluem cursos online, ferramentas de colaboração digitais (webcams, mensagens instantâneas), plataformas de social media e a utilização de dispositivos móveis como smartphones.

As respostas ao inquérito foram enriquecidas com relatórios e informação pública disponível sobre educação, emprego e liderança, e ainda investigação do Banco Mundial, OCDE, Fórum Económico Mundial e Nações Unidas.

Os países incluídos no estudo são a África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, EUA, Filipinas, França, Grande China, Holanda, Índia, Indonésia, Irlanda, Itália, Japão, México, Países Nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia), Reino Unido, Singapura e Suíça.


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Atualidade

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