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Dell volta a reportar prejuízos

Publicado em 9 Junho 2017 por Ana Rita Guerra | 216 Visualizações

No primeiro trimestre fiscal de 2018, que terminou a 5 de maio, a Dell Technologies registou perdas operacionais de 1,5 mil milhões de dólares, ainda a refletir a integração da EMC no ano passado. É uma diferença tremenda em relação ao mesmo trimestre do ano fiscal anterior, um agravamento das perdas de nada menos que 979%.

O sentimento neste período foi misto: por um lado, um crescimento positivo no negócio de computadores e um aumento tremendo da procura por soluções hiperconvergentes; por outro, uma redução das receitas tanto em servidores e networking como em armazenamento. No global, ainda assim, as receitas atingiram os 17,8 mil milhões de dólares, o que representou um crescimento de 46%. A Dell completou também a integração da organização de vendas, após a aquisição da EMC, que permitirá agora ter uma estratégia única de abordagem aos clientes. Motivos suficientes para que os executivos da empresa sediada no Texas se mostrem confiantes quanto ao desempenho no resto do ano.

«Sinto-me encorajado por estas conquistas e entusiasmado quanto às oportunidades que temos à nossa frente, à medida que continuamos a oferecer um portfólio de soluções alargado para a transformação digital dos nossos clientes», afirmou Tom Sweet, o diretor financeiro da Dell Technologies.

A divisão de Client Solutions – que inclui PC e displays – cresceu 6% para 9,1 mil milhões de dólares, resultados interessantes tendo em conta a contração do mercado global. As remessas de computadores Dell subiram 6,2% e a fabricante foi a única a ganhar quota de mercado nas duas categorias de workstations (fixa e móvel).

«Estamos satisfeitos com os resultados globais do primeiro trimestre na nossa nova estrutura de ataque ao mercado e a velocidade da procura que vimos num ambiente de custos de componentes desafiante», disse Tom Sweet. Este foi um dos pontos mais importantes da apresentação de resultados da gigante, que é agora uma empresa privada e portanto já não tem cotação em bolsa. O agravamento dos preços dos componentes terá contribuído para a pressão sobre os resultados operacionais, sendo que as coisas no segmento de servidores e armazenamento também não correram de feição.

De facto, as receitas do Infrastructure Solutions Group atingiram os 6,9 mil milhões de dólares, uma redução em torno dos 17% face aos 8,4 mil milhões no mesmo período do ano passado. O segmento de servidores gerou menos receitas, 3,2 mil milhões contra os 3,6 mil milhões de 2016, enquanto o armazenamento chegou aos 3,7 mil milhões – também aqui uma redução drástica face aos 4,8 mil milhões do ano passado. Já a divisão VMware teve um ligeiro decréscimo nas receitas, para 1,8 mil milhões de dólares.

A boa notícia é que a procura por soluções hiperconvergentes cresceu a um ritmo de três dígitos, enquanto a procura por soluções all-flash teve um crescimento a dois dígitos. O relatório de contas indica também que a procura por Virtustream Public Cloud para aplicações de missão crítica disparou para o dobro.


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