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Doente internado, familiares informados

Publicado em 5 Fevereiro 2021 | 175 Visualizações

Todos nós temos, num dado momento das nossas vidas, familiares internados em unidades hospitalares. E, nestes casos, uma das maiores dificuldades costuma ser o acesso a informação atualizada sobre o seu estado de saúde e também os processos pelos quais vai passando ao longo do seu internamento.

A pensar nisso mesmo os Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) e Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) avançaram com a implementação de um projeto de fluxo de notificação automático com tecnologia DXC, que ao detetar certos movimentos e/ou etapas no episódio do doente, aciona alertas para os acompanhantes. O objetivo é, desta forma, conseguir alertar permanentemente sobre a localização e o estado do doente, evitando a necessidade de o familiar estar no hospital.

Sónia Nunes, do departamento de SI do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental explicou ao Ntech.news que, «atualmente a aplicação em produção neste CH em âmbito de Urgência (HCIS) pertence à DXC, tendo todos os macro processos clínicos e administrativos contemplados» motivo pelo qual «fez todo o sentido considerar a DXC como fornecedores desta solução».

Foram necessários apenas 15 dias desde a definição e análise de requisitos até ao projeto entrar em modo “live”, sendo que o seu funcionamento é relativamente simples. Sónia Nunes explica que «é um requisito essencial o registo dos acompanhantes no HCIS». A partir deste ponto, foram identificados eventos concretos – como a triagem do doente, atendimento médico, requisição de exames e análises, entre outros – «que despoletam o envio de SMS e notificações para a aplicação mobile do CHLO (MyCHLO)».

Desta forma, «os acompanhantes dos doentes encontram-se sempre atualizados acerca do percurso do mesmo, sem ser necessária a sua presença física no serviço de Urgência». A mesma responsável avança que, «para ativar este tipo de notificações, basta registar-se como acompanhante do doente no momento da admissão ou triagem, em âmbito de Urgência». De resto «não existe qualquer custo associado nem associação do contacto a nenhuma outra ocorrência».

Neste momento, o sistema encontra-se já implementado em 3 centros hospitalares – CHLO, CHULC e ULSM – tendo características diferentes em cada um deles.

O sistema recorre às soluções de comunicação já em uso nos CH para envio de comunicação para o exterior, «de modo a minimizar o impacto tecnológico desta ferramenta e minimizar o esforço e custo para o CH». Este projeto foi efetuado no âmbito de uma bolsa de horas global para manutenção evolutiva, tendo um esforço estimado de 50 horas.

O departamento de informática dos Centros Hospitalares envolvidos neste projeto teve a seu cargo a definição dos requisitos iniciais do projeto bem assim como o acompanhamento dos testes para validação da entrada em produção. Em termos futuros, «esta solução irá ser mantida e também poderá ser alvo de melhorias», garante Sónia Nunes.

Quanto ao feedback dos utentes, a responsável do CHLO assegura que tem sido «bastante positivo, tendo em conta que evita que os mesmos se mantenham nas salas de espera indefinidamente à espera de atualizações do estado dos doentes, o que aumentava significativamente o risco de contágio».

Do lado da DXC, a empresa pretendeu«dar resposta rápida às necessidades do CH, tendo em conta os requisitos definidos e o prazo estabelecido, acompanhando também as evoluções necessárias, com feedback dos utentes e do volume e relevância das mensagens enviadas», explica a companhia. No que diz respeito a eventuais planos para avançar com a implementação do projeto em outros Hospitais ou CH do país, a DXC explica apenas que, «neste momento se encontra já implementado em 3 centros hospitalares tendo características diferentes em cada um deles, nomeadamente ao nível dos eventos reportados para os acompanhantes».


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Atualidade

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