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Dynabook quer ganhar mercado em Portugal

Publicado em 18 Fevereiro 2020 por Claudia Sargento - Ntech.news | 707 Visualizações

Depois de adquirir a antiga marca Toshiba, a Dynabook, que integra o Grupo Sharp, quer agora afirmar o seu nome no mercado tecnológico e tem já uma estratégia definida para o nosso país.

Em entrevista ao Ntech.news, Luís Polo, diretor comercial da Dynabook Espanha e Portugal explicou o que pretendem fazer para resgatar a confiança nos equipamentos, reafirmou a importância do canal para o negócio e prometeu novidades em matéria de produtos.

Ntech.news: O que podemos esperar da Dynabook?

Luís Polo: os portáteis Dynabook são exatamente o mesmo produto, com a mesma qualidade e a mesma equipa que tínhamos enquanto Toshiba. Logo, a nossa é uma estratégia de continuidade, desenvolver a marca, agora Dynabook, e queremos que o produto mantenha a sua qualidade.

A estratégia será esta para Portugal?

L.P. – A nossa aposta para o mercado português é muito firme; queremos crescer. Sabemos que Portugal necessita de presença não só no mercado profissional, mas também no consumo, e por isso uma das coisas que a companhia está a analisar é a possibilidade de voltar a entrar no mercado de consumo diretamente ou através de partners que já tenham anteriormente vendido Toshiba.

Vai ser essa a vossa linha estratégica para 2020 em Portugal?

L.P. – Não só essa. Queremos ainda apostar e desenvolver fortemente o nosso canal de distribuição. Acreditamos que o antigo canal da Toshiba e o seu programa para partners era dos mais fortes em Portugal, e o que temos planeado para este ano é aproximar-nos desse canal e desenvolver um novo programa. Este programa está a ser criado a nível pan-europeu e vai ser comum para todos os países, mas em Portugal vai ter um peso específico muito importante até pelo histórico anterior.

Qual a importância do canal para a Dynabook?

L.P. – O canal para nós é muito importante. Por isso, vamos aumentar também a nossa equipa interna para dar mais atenção aos parceiros. O programa de canal em Portugal vai ser integrado no programa europeu, mas vamos poder ter autonomia local, logo em cada país vamos poder ter iniciativas próprias. Dentro do programa de canal, Portugal vai ter o seu próprio desenvolvimento.

E em termos de produtos? Há novidades?

L.P. – Vamos começar a lançar novos produtos; em dezembro lançámos o primeiro computador portátil com processador Intel de décima geração com a marca Dynabook. Trata-se de um portátil de 15 polegadas de gama média, com preços quase de gama de entrada, e que poderá integrar dois discos rígidos – um ssd e um mecânico de um terabyte.

Em fevereiro teremos o mesmo equipamento, mas já com gráfica dedicada e um peso de 1.700 kilos, ou seja, muito abaixo daquilo que é a gama média.

Espera um bom acolhimento dos vossos produtos?

L.P. – Sabemos que o mercado português é um mercado muito avançado tecnologicamente, são utilizadores early adopters, e nós gostamos de poder apresentar um dispositivo deste género com ecrã full HD. É algo competitivo e muito interessante. Mas teremos outras novidades ao longo do ano.

A Toshiba tinha uma boa representação em Portugal, mas desapareceu. Como será a Dynabook?

L.P. – As pessoas são as mesmas, os parceiros portugueses já nos conhecem bem e já há muitos anos que Espanha e Portugal trabalham juntos, pelo que não haverá grandes mudanças. O canal conhece as pessoas e a empresa e a confiança dos parceiros temo-la porque nos conhecem; os serviços técnicos que temos em Portugal são os mesmos, mas agora com a marca Dynabook.

O ano de 2020 vai ser para afirmar a vossa estratégia?

L.P. – Não só. Temos de crescer até porque isso é também o que nos pedem. Os números caíram e é necessário trabalhar para inverter esta tendência e recuperar terreno. Agora que estamos no Grupo Sharp, as metas que temos são crescimentos na casa dos 50/60 ou até 70%. Portanto vamos crescer em Portugal em torno de 70%.

Como vêm a concorrência?

J. P. – Em Portugal a concorrência está forte, mas isso é algo que acontece em todos os países. Não pretendemos entrar numa guerra de preços, mas sim lutar pelo valor da marca. Vamos ser competitivos sem entrar em guerras comerciais. A nossa estratégia é aumentar o canal, chegar às PME, onde a nossa proposta de valor pode ser bem aceite, e ganhar mercado.


Publicado em:

Na Primeira Pessoa

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