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E-Learning: Uma porta aberta ao ensino?

Jorge Lopes, director da Rumos

Publicado em 6 Abril 2020 | 263 Visualizações

No início do mês de Março, António Costa, primeiro-ministro, dirigiu-se a todos os portugueses para anunciar que, face ao surto de Covid-19 registado no país, as escolas de todos os graus de ensino iam suspender todas as atividades letivas presenciais entre os dias 16 de março e 9 de abril. Esta medida, apesar de necessária para conseguir reduzir o número de casos positivos registados até ao momento, atinge mais de dois milhões de estudantes distribuídos pelas creches, pelo ensino pré-escolar, básico e secundário, bem como pelas instituições de ensino superior.  

Nesta metodologia de aprendizagem, os formandos dispõem de um processo personalizado, que permite uma maior flexibilidade

Com milhares de escolas e universidades de portas fechadas, passa a ser necessário inovar nos métodos de aprendizagem, uma vez que o isolamento social em nada deve interferir na partilha e aquisição de conhecimento. A necessidade de depender única e exclusivamente do formato online, veio intensificar a procura de metodologias de ensino já muito procuradas e implementadas em Portugal como é o caso do e-learning – modalidade de ensino à distância referente a um curso, programa ou grau académico obtidos através da Internet.

Nesta metodologia de aprendizagem, os formandos dispõem de um processo personalizado, que permite uma maior flexibilidade relativamente ao tempo e ao espaço, visto que não necessitam de estar fisicamente no mesmo local que os restantes colegas e, principalmente, um maior desenvolvimento das competências individuais, uma vez que não existe a imposição de ritmos de trabalho. Outra das grandes vantagens deste modelo, consiste na redução de custos referentes às deslocações, tendo em conta o vasto alcance geográfico (nacional ou internacional) e a maior flexibilidade nas formas de acesso.

Para o bem dos mais de 10 milhões de habitantes em Portugal, as ruas devem permanecer vazias e as escolas de portas fechadas até ordem em contrário, mas o país não pode parar. Agora, mais do que nunca, o ser humano deve recorrer às ferramentas de ensino disponíveis para adquirir aquele que é o bem mais precioso: o conhecimento.


Publicado em:

Opinião

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