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Os dez empregos tecnológicos que vão ter maior procura nos próximos anos

Publicado em 31 Outubro 2017 por Ntech.news - Rui da Rocha Ferreira | 1882 Visualizações

Empregos competências digitais

Em 2016 os profissionais tecnológicos mais procurados no LinkedIn foram os programadores full stack [especializados em front e back end] e cientistas de dados. Isto mostra por um lado que as empresas estão a apostar muito no desenvolvimento de novos produtos tecnológicos ‘dentro de portas’ e que já estão a preparar-se para a próxima grande vaga de transformação, a inteligência artificial.

Os dados constam de um estudo feito pela Capgemini parceria com o LinkedIn. Nesse mesmo estudo também são reveladas quais as dez funções digitais que vão ser as mais procuradas pelas empresas nos próximos dois a três anos. A saber:

– Information Security/Privacy Consultant
– Chief Digital Officer/Chief Digital Information Officer
– Data Architect
– Digital Project Manager
– Data Engineer
– Chief Customer Officer
– Personal Web Manager
– Chief Internet of Things Officer
– Data Scientist
– Chief Analytics Officer/Chief Data Officer

Estas tendências mostram alguns aspetos de relevo. Apesar de serem temas que já estão na ordem do dia – privacidade, segurança informática e analítica -, a verdade é que a procura por profissionais destas áreas só agora está a começar, devendo ganhar maior expressão até 2020.

A importância de áreas específicas, como a Internet das Coisas, vai fazer com que em algumas empresas passe a existir a nomeação de um profissional que vai estar encarregue de gerir toda a estratégia relacionada com esse sector.

Além das tendências de contratação, o estudo The Digital Talent Gap—Are Companies Doing Enough? revela outros dados interessantes como o facto de as empresas reconhecerem que existe falta de profissionais com competências digitais – 54% dizem mesmo que este factor é um entrave ao desenvolvimento dos seus projetos de transformação digital e que isso prejudica-as em termos de competitividade.

Parte deste problema poderia ser resolvido com a aposta na formação do lado das empresas, mas isso é algo que não está a acontecer. Metade das organizações inquiridas admite não estar a endereçar o problema de forma satisfatória e mesmo aquelas que apostam na formação, acabam por não ter um bom feedback do lado dos funcionários – mais de metade dos talentos digitais afirma que as formações propostas pelas suas empresas não têm grande utilidade.

As empresas precisam de endereçar a questão da formação da melhor forma possível, pois isso pode acarretar um desfecho ainda mais gravoso – a perda de funcionários. O estudo da Capgemini concluiu que 55% dos trabalhadores dizem estar prontos para mudar de emprego se as suas competências digitais continuarem estagnadas, enquanto 47% afirmam estar interessados em empresas que lhes oferecerem a possibilidade de desenvolver melhor as suas competências.

«As empresas são confrontadas com uma tarefa gigantesca no que diz respeito ao desenvolvimento das competências digitais. A obsolescência das competências é uma das grandes preocupações manifestadas pelos trabalhadores inquiridos no âmbito deste estudo. Torna-se impreterível propor-se- lhes um percurso de aperfeiçoamento claramente definido e que responda às suas expectativas. A escassez de talentos digitais continuará a aumentar nos próximos anos e nenhuma empresa pode repousar sobre os resultados alcançados», refere em comunicado a responsável pela divisão de mudança e liderança da Capgemini, Claudia Crummenerl.


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Atualidade

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