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Empresas compram menos hardware e mais serviços de TI na EMEA

Publicado em 10 Novembro 2017 por Ntech.news - Ana Rita Guerra | 364 Visualizações

Há uma mudança significativa a acontecer nos gastos das empresas em TI, que está a ter reflexos claros nos números da indústria. De acordo com um novo relatório da Gartner, os gastos das empresas em TI deverão cair 1,4% este ano, sendo que a única categoria positiva é a do software empresarial (+3,2%). Isto apesar de o mercado como um todo (empresas + consumidores) até estar a crescer. Acontece que a mudança para ofertas como serviço está a redefinir os volumes e as prioridades das empresas.

«A forte procura por software empresarial e categorias de serviços na EMEA indica mudanças significativas nos padrões de gastos em TI», adianta o analista da Gartner, John-David Lovelock. O estudo sublinha que as empresas estão a reduzir os gastos na compra de hardware e a aumentá-los no consumo de TI-como-serviço. O analista explica que nos gastos globais, as tendências empresariais «estão um pouco misturadas com os gastos dos consumidores, mas quando olhamos só para gastos de empresas as novas dinâmicas entre categorias são muito mais claras».

Se este ano há uma diminuição, no próximo isso muda: o total de gastos das empresas vai crescer 2,8%, sendo que os serviços de TI (4%) e o software (7,6%) registarão as maiores subidas. O investimento em dispositivos e serviços de comunicação vai crescer menos de 2%, não recuperando as quebras deste ano e confirmando as tendências identificadas pela Gartner.

A consultora divulgou recentemente um relatório sobre cloud que ajuda a dar contexto: os gastos em nuvem pública estão a disparar. A mudança para serviços na nuvem e gastos Opex em TI deverá estabilizar o crescimento dos gastos em TI na EMEA em 2018 e mais à frente. Lovelock espera no entanto que os gastos sejam «mais constantes, em vez de terem picos de investimento em hardware», continua. Tanto nas empresas como no mercado global, os gastos deverão crescer 3% ao ano entre 2019 e 2021.

Se juntarmos empresas e consumo, os gastos este ano sobem 1,6% na EMEA, o que ainda assim é um ritmo muito baixo. Não porque haja uma depressão dos mercados, mas essencialmente devido à contração no Reino Unido, maior mercado de TI na EMEA. O mercado britânico vai recuar 3,1% e arrastar consigo os números globais.

O problema, explica Lovelock, é a fraqueza da libra e a incerteza política devido ao processo do Brexit. O Reino Unido está em contramão, já que os outros mercados EMEA crescem de forma sustentada.

Há ainda o efeito da apreciação do euro face ao dólar, que está a levar a um adiamento dos gastos para 2018 porque se prevê ainda maior fraqueza da moeda norte-americana – e, como tal, poupanças associadas ao câmbio. Isso e a mudança para modelos como serviço levarão o mercado total a ultrapassar um bilião de dólares na região EMEA em 2018. Será um crescimento de 4,9%, bem mais expressivo que o deste ano, em que o bolo chegará aos 974 mil milhões de dólares.


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