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Empresas portuguesas otimistas na transformação digital mas pouco envolvidas

Publicado em 26 Outubro 2018 | 130 Visualizações

Os empresários portugueses admitem que agir depressa para transformar as suas empresas e aproveitar as oportunidade do digital é urgente e muitas organizações afirmam que já iniciaram projetos nesse sentido, mas um estudo da EY (Ernst & Young) e da Universidade Nova de Lisboa, revela que são poucas as empresas com projetos de transformação digital abrangentes.

Os números mostram que 41% das organizações já iniciaram o seu processo de transformação digital há mais de 5 anos, destacando-se aí as empresas de media e turismo ou lazer. As empresas que se consideram mais atrasadas no processo de transformação digital estão na área da saúde, onde 72% dos inquiridos partilham dessa opinião, embora a esmagadora maioria seja otimista, no que se refere à capacidade de recuperar o atraso.

O estudo Maturidade Digital das Empresas em Portugal mostra que há uma consciência generalizada, entre as empresas portuguesas, das oportunidades geradas por esta mudança, seja no que se refere à renovação de produtos e serviços, ou à modernização de modelos de negócio. No entanto, também mostra que os investimentos realizados ainda estão a descurar as vertentes de pessoas e organização, a gestão de informação, a estratégia e a liderança e alerta para os riscos a médio prazo.

Focar os investimentos nos pilares do digital que fazem mais sentido para o negócio é importante, mas descurar a vertente de talento e a estratégia cria riscos a médio prazo”, defende Bruno Padinha, Digital Leader da EY Portugal, acrescentando que as políticas de recrutamento e desenvolvimento pessoal devem ser repensadas em função das competências futuras.

No que se refere às tecnologias adotadas, identificou-se uma tendência para apostar em tecnologias mais maduras, ou com maior grau de adoção por terceiros, destaque para as redes sociais e o marketing digital, seguidos do cloud computing, big data e analytics e internet of things.

Menos de um décimo das empresas estão a trabalhar em áreas como a computação quântica, a impressão 3D, a condução autónoma ou o blockchain. Outra tendência passa pela preferência por projetos que disponibilizem resultados rápidos, em favor de iniciativas mais profundas, e consequentemente, mais transformadoras.

O estudo é da responsabilidade da EY, em parceria com a NovaSBE, e foi realizado através do Observatório de Impacto Digital EY Nova SBE.


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Atualidade

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