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Encontrar talento nas TIC já é um problema para mais de metade das empresas europeias

Publicado em 7 Outubro 2021 | 71 Visualizações

Na Europa, 64% das grandes empresas e 56% das pequenas e médias empresas têm dificuldade em encontrar talento para preencher vagas na área de Tecnologias de Informação e Comunicação. Os dados de um estudo conduzido pela Salesforce, com o apoio da Rand Europe, revelam também que 87% dos gestores já estão a sofrer ou acreditam que virão a sofrer, nas suas próprias equipas, as consequências da escassez de competências digitais.  

O Digital Skills Europe chama a atenção para o facto da oferta formativa atual não dar resposta à enorme procura de competências digitais, uma lacuna que continua a agravar-se com o impacto das tecnologias emergentes – que requerem cada vez mais competências digitais e com as desigualdades sociais e económicas sistémicas. 

Sobre estes aspetos, o estudo defende que os custos altos e as abordagens desorganizadas da «educação tradicional» aumentam as barreiras de aprendizagem e que o acesso a infraestruturas e competências digitais continuam a ser limitados pela situação socioeconómica. 

Defende-se, por isso, a necessidade de um investimento sustentado em competências digitais, para fazer das mudanças impulsionadas pela digitalização oportunidades de carreira e considera-se que este é um elemento crítico para a recuperação económica global e para um crescimento económico de longo prazo.

Ainda assim, as perspetivas não são as melhores, e os autores do estudo acreditam que as lacunas vão continuar a crescer: «o sucesso, a prosperidade e a igualdade no novo mundo digital dependerão da possibilidade de todos terem as capacidades para poderem fazer parte desta nova realidade». 

As empresas, acredita-se, terão um papel fundamental para as combater: «as decisões que as empresas tomam hoje para resolverem a falta de competências digitais, ou a ausência de qualquer decisão, vão ter impacto em todas as gerações futuras».

Devem fazê-lo promovendo carreiras nas áreas tecnológicas, que sirvam como uma plataforma para uma progressão justa, apoiando a formação ao longo da vida numa lógica de acesso não discriminatório e focar cada vez mais as suas contratações nas competências e menos na educação tradicional, para «abrir as funções digitais para um grupo de talentos mais amplo e diversificado, com o objetivo de gerar um impacto socioeconómico mais positivo», defendem os autores da pesquisa.


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