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Equiano: Cabo submarino da Google já está ligado a Sesimbra

Publicado em 30 Maio 2022 | 72 Visualizações

Já está ligado o cabo submarino que reforça o papel de Portugal nas ligações de banda larga intercontinentais. O Equiano, um investimento da Google, tem 15 mil quilómetros de extensão, que ligam Portugal à África do Sul pela costa ocidental de África, com fibra ótica e pelo fundo do oceano. 

Em Portugal, a amarração do cabo faz-se na praia da Califórnia, onde a infraestrutura se liga à Estação de Cabos Submarinos de Sesimbra. A gestão da Estação está a cargo da Meo, que também controla e gere a outra estação internacional de cabos submarinos que existe em Portugal e que se localiza em Carcavelos. 

O investimento em cabos submarinos tem acelerado nos últimos anos para conseguir assegurar as necessidades de conectividade e largura de banda que a massificação de serviços digitais têm exigido. Esta infraestrutura em concreto tem uma capacidade de 144 Tbps e usa tecnologia de multiplexagem. Isto significa que consegue assegurar 20 vezes mais capacidade de rede do que o último cabo construído para servir a região.

O cabo liga Portugal a África, com unidades ramificadas em vários pontos do trajeto, que permitem estender a conectividade a diferentes países africanos, como o Togo, Nigéria ou Namíbia. Indiretamente, esta é também uma infraestrutura crítica para ligar África ao continente americano e ao resto da Europa, através de Portugal.

A Google gere mais 19 cabos deste género para assegurar conectividade em 32 regiões e 97 zonas. Também a Meta, dona do Facebook, tem investido em força nesta área. Um desses investimentos é transatlântico e passa por Portugal. 

A infraestrutura está a ser construída pela NEC e vai ter por base cabos com 24 pares de fibra e repetidores desenvolvidos recentemente pela fabricante, numa combinação que pode disponibilizar uma capacidade máxima de transmissão de dados de meio petabit por segundo. A explicação foi da própria NEC, na altura do anúncio, para garantir que esta é a capacidade de transmissão «mais alta até à data, para um sistema de cabo ótico submarino com repetidores de longa distância». 


Publicado em:

Mobilidade

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