Estudo revela que fosso entre perceção e realidade da inovação nas empresas mantém-se grande
Um estudo realizado pela Dell expõe a diferença entre a perceção e a realidade da inovação nas empresas. Com 6.600 entrevistas realizadas em mais de 45 países, a pesquisa conclui que 84% destes colaboradores inquiridos acreditam que os seus negócios têm uma cultura ativa de inovação e 79% referem ter os negócios resguardados da volatilidade económica.
No entanto, só 18% das organizações podem ser definidas como líderes em inovação e
64% dos colaboradores admitem que a cultura da sua empresa os impede
de serem tão inovadores quanto desejavam. 59% dos entrevistados também acreditam que as pessoas deixam a empresa porque não conseguiram inovar tanto quanto esperavam e 64% admitem que aspetos da cultura empresarial os impede de serem tão inovadores quanto desejavam.
A principal barreira identificada pelos entrevistados à inovação é a falta de tempo e 68% dos entrevistados reconhecem que os seus líderes estão mais focados no quotidiano do negócio do que na inovação.
A pesquisa da Dell sublinha a importância de reduzir o gap entre perceção e aposta real na inovação nas empresas, lembrando que quem inova tem mais do dobro das hipóteses (2,2 vezes mais) de acelerar a inovação durante períodos económicos desafiadores.
A pesquisa revela ainda que a grande maioria das empresas (86%) está ativamente à procura de tecnologias que ajudam a atingir as suas metas de inovação. Já 57% dos inquiridos acreditam que a sua tecnologia não é de ponta e teme ficar atrasada em
relação à concorrência.
Verifica-se ainda que a complexidade é uma das grandes barreiras à inovação. Os obstáculos tecnológicos mais apontados são os custos crescentes de cloud, as dificuldades em integrar a arquitetura geral do negócio com a da infraestrutura de TI ou o tempo e dinheiro gastos para migrar aplicações para novos ambientes de cloud.
São ainda apontadas as ameaças à segurança cibernética: «não é possível inovar com dados e dispositivos inseguros», frisa-se, e a falta de infraestruturas de TI para processar dados em edge.
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