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Gémeos digitais, IA e edge computing já ditam oportunidades na indústria 4.0

Publicado em 31 Dezembro 2021 | 227 Visualizações

Information Builders

Em 2022 a indústria 4.0 vai beneficiar não apenas os ambientes de fábrica e a logística, mas todas as áreas de negócio das empresas vão tirar partido dessa evolução, num ano em que as empresas que já apostaram em inteligência artificial, gémeos digitais e edge computing estão em vantagem competitiva. 

Num ano em que os ESG, sigla em inglês para os fatores sociais, ambientais e de governance das empresas, ganharão ainda mais relevância e condicionarão cada vez mais as organizações a apostar em sistemas que permitam monitorizar o seu impacto ambiental. As conclusões constam do relatório Tech, Media & Telecom Predictions 2022 – Thematic Research da GlobalData. 

“As tecnologias da indústria 4.0 cobrem quatro áreas principais: conectividade, inteligência, flexibilidade e automação. Estas tecnologias vão assegurar melhor colaboração entre a logística, cadeias de abastecimento, produtos e clientes em 2022”, destaca Emilio Campa, analista da consultora.

Neste leque, destaque para os ESG, que vão ser o tema com mais impacto na indústria ao longo da próxima década e como tal a disponibilidade de sistemas que permitam avaliar o impacto ambiental das empresas nas suas cadeias de valor vai aumentar, assim como a facilidade em integrá-los nos restantes sistemas que as empresas utilizam. 

Os acionistas vão fazer um escrutínio cada vez maior sobre as empresas e a sua capacidade para cumprir metas e princípios ESG, mas não só. Consumidores, clientes e outros interlocutores em cada negócio terão também cada vez mais estas preocupações. As empresas que não fizerem um caminho que lhes permita serem cada vez mais transparentes em relação à partilha de informação nesta área e à monitorização do seu impacto ambiental, tendem a sofrer consequências comerciais e de reputação. 

A consultora acredita por outro lado, que as empresas que não tentaram endereçar as mudanças abruptas na indústria este ano com a adoção de tecnologias como a inteligência artificial, gémeos digitais ou edge computing já estão atrasadas e em 2022 tendem a ficar para trás, se existirem novas mudanças abruptas.

Os gémeos digitais vão tornar-se mais complexos e mais úteis. A GlobalData acredita que o recurso a estes sistemas, para replicar componentes, peças ou operações será cada vez mais comum e mais valioso para simular cenários, evitar problemas e antecipar respostas. 

Outra das tendências referidas é o edge computing. Para a GlobalData o conceito vai começar a transformar a internet das coisas em 2022, ao aproximar as funções de análise de dados do local onde os dados são gerados, reduzindo a latência a permitindo eficiências.  


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