Partilhe nas Redes Sociais

GMV promove plataforma de telemedicina para ajudar após AVC

Publicado em 1 Junho 2018 por Ntech.news | 257 Visualizações

A GMV está a testar a utilização de uma plataforma de telemedicina desenhada para ajudar pessoas que foram vítimas de AVC (acidente vascular cerebral) a recuperarem a locomoção. O sistema, antari Home Care, permite que os doentes façam a sua recuperação em casa mediante a supervisão de um especialista.

A solução integra uma app de smartphone e funciona com palmilhas inteligentes que são introduzidas nos sapatos do doente e registam dados diversos, tais como a pressão exercida em várias zonas e a distância do passo entre os pés. Os dados são registados e disponibilizados em tempo real tanto ao doente como ao terapeuta, que faz a a monitorização da evolução através da antari Home Care. Isto permite-lhe ajustar o plano de reabilitação conforme o progresso da pessoa que teve o AVC.

O programa está inserido no projeto europeu SwitHome e é impulsionado pelo EIT Health (Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia). É liderado pela Associação para a Inovação e Desenvolvimento Tecnológico e Científico do Instituto Pedro Nunes, de Coimbra, e tem a participação, juntamente com a GMV, do Hospital Universitário de Groningen (Países Baixos), a Universidade de Coimbra e o Centro de Serviços Assistenciais, Docentes e Investigação Parc Sanitari Sant Joan de Déu (Barcelona).

De acordo com a GMV, a reabilitação guiada e supervisionada em casa tem várias vantagens. Uma delas é a motivação do doente para seguir o tratamento, uma vez que dispõe de informações em tempo real sobre a reabilitação que está a fazer, animando-se com a própria recuperação. Por outro lado, poupa esforços de deslocação e isso torna o processo mais cómodo e confortável.

Os dados do relatório “O impacto do acidente cardiovascular na Europa”, elaborado por especialistas do King College de Londres, preveem que em 2035 o número de pessoas que poderão sofrer um acidente vascular cerebral aumente em 34% (houve 12 milhões de AVC na UE em 2016). É por isso que a União Europeia está a apoiar projectos como SwitHome, que pretende libertar os centros de reabilitação para atenderem a um maior número de pessoas com os mesmos recursos humanos e processando mais dados.

O consórcio calcula que cada sessão realizada em casa com assistência especializada, por via remota e sincronizada, permita uma redução de custos de até 70%.

Há ainda outro fenómeno a considerar: embora as pessoas mais idosas sejam as que correm maior risco de AVC, a doença está a alastrar aos mais jovens. O sedentarismo, o álcool, o tabaco, o excesso de peso, o colesterol e a tensão arterial são fatores que a podem originar. A deteção precoce e posteriormente uma reabilitação adequada são essenciais para superar os episódios de AVC com o mínimo possível de sequelas, explica a GMV.


Publicado em:

Atualidade

Partilhe nas Redes Sociais

Artigos Relacionados