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GMV quer navegação mais segura

Publicado em 9 Março 2018 por Ntech.news | 171 Visualizações

Em tempos de tempestade no mar, a segurança da navegação marítima está na ordem do dia. Este é um tópico que preocupa,  diariamente, os operadores do setor, embora os sistemas de navegação por satélite tenham vindo melhorar a segurança da navegação, e de muitas outras áreas dos transportes.

A GMV é uma das empresas que tem estado permanentemente ativa no desenvolvimento de sistemas tecnológicos que permitam melhorar a segurança operacional (safety) do transporte marítimo com tecnologia de navegação por satélite, já muito facilitada por sistemas como o GPS, o GLONASS e o Galileo. Mas estes sistemas necessitam do apoio de sistemas de aumentação de sinal. O EGNOS (European Geostationary Navigation Overlay Service) é um destes sistemas de aumentação por satélite que completa o serviço GPS em todos os estados europeus, embora possa vir a estender-se a outras regiões desde que estejam dentro da cobertura do sistema.

A GMV está envolvida num dos inúmeros projetos que estão a explorar esta tecnologia em diferentes áreas, tanto na aviação como no setor terrestre e marítimo. O SEASOLAS é o projeto que está nas mãos de um consórcio liderado pela GMV e que está a estudar novas abordagens de aplicação do EGNOS ao setor marítimo. Além de questões tecnológicas, o projeto trata de outros aspetos importantes como o mercado, custo-benefício, questões estratégicas, prestação de serviços, estandardização, entre outras. O projeto SEASOLAS, conta também com a participação de entidades como a Konsberg, GLA, ESSP e VVA, e com a supervisão técnica da Agência do GNSS Europeu (GSA) enquadrando-se no programa Horizonte 2020 (financiado pela Comissão Europeia).

Este consórcio realizou recentemente uma transmissão de dados a bordo de um cargueiro da empresa OPDR (MacAndrews, desde 2018) no trajeto Sevilha – Tenerife – Las Palmas – Sevilha, com o objetivo de analisar as características particulares do ambiente marítimo. O teste consistiu na instalação de cinco recetores GNSS multifrequência em diferentes pontos do cargueiro. Estes recetores recolheram dados em diferentes fases operacionais, como a entrada na eclusa de Sevilha, operações portuárias e navegação oceânica.

A GMV fez saber que das informações obtidas durante o processo, estudou-se a probabilidade com que se comprometia a segurança da navegação em função de diferentes eventos. Apesar das inclemências meteorológicas sofridas durante o trajeto, a campanha foi considerada um êxito, em grande parte devido à colaboração da tripulação do OPDR Canárias.

Com os resultados destes dados processados, foi possível definir-se com maior precisão as dificuldades específicas da navegação marítima, tendo-se proposto um conjunto de soluções técnicas para abordá-las e para garantir a segurança da navegação.


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