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Google App Engine com mais linguagens de programação

Publicado em 13 Março 2017 | 2318 Visualizações

O App Engine da Google passou a suportar mais linguagens de programação, uma adição que foi anunciada durante o evento dedicado à nuvem, Google Next ’17. As linguagens em causa são  Node.js, Ruby, Java 8, Python 2.7 ou 3.5, Go 1.8, PHP 7.1 e NET Core (ambas em versão Beta).  A empresa referiu que todas as linguagens são suportadas pelo App Engine com um SLA de 99.95%, e que os programadores podem começar com a sua linguagem preferida e recorrer a bibliotecas e pacotes em código aberto à sua escolha.

O App Engine foi lançado há nove anos e esta expansão é um passo importante para a Google. Brian Stevens, vice presidente de Cloud Platforms da empresa, passou pelo palco em São Francisco para explicar as novidades. O mote da expansão é: «traga o seu código, nós tratamos do resto».

«O futuro da nuvem é aberto», referiu Stevens. Segundo ele, o App Engine dá aos programadores uma «plataforma aberta ao mesmo tempo que fornece um ambiente totalmente gerido onde eles se podem focar apenas no código e nos seus utilizadores».

Preparação automática de dados para análise

Um dos maiores destaques do Google Next ‘17 foi o Google Cloud Dataprep, que permitirá a preparação de dados estruturados e não estruturados para análise com alguns cliques em vez de código. Ainda está em beta fechado, mas promete bastante. É um serviço de browser sem servidor que pode reduzir de forma dramática o tempo que leva a preparar os dados para análise, o que representa cerca de 80% do trabalho que os cientistas de dados fazem. Liga-se à fonte dos dados, identifica os tipos de dados, identifica anomalias e sugere transformações nos dados. Os cientistas podem visualizar os seus esquemas de dados até estarem completamente satisfeitos com a transformação proposta. O Dataprep cria depois um pipeline no Cloud Dataflow, “limpa” os dados e exporta-os para o BigQuery (ou outros destinos).

A empresa usou o evento para lançar também o beta público do Cloud Functions, um ambiente sem servidores para desenhar e conectar serviços na nuvem sem ter de gerir infraestrutura, e do BigQuery Data Transfer Service.

Outra novidade, que contou com a intervenção da executiva da Intel Raejeanne Skilleam, foi o facto de a Google Cloud Platform ser a primeira a correr nos processadores de nova geração da empresa, Skylake.

Para incentivar as empresas a tornarem-se clientes, a Google acenou com descontos e o compromisso de manter os preços baixos. Os descontos vão até 57% em troca de um compromisso de compra de um ou três anos no Compute Engine. Na Europa, a média de quebra de preços é de 4,9%.


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