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Google Cloud ataca mercado europeu

Publicado em 5 Maio 2017 por Ana Rita Guerra | 580 Visualizações

A Google é a terceira maior fornecedora de nuvem do mercado, atrás da Amazon e da Microsoft, e está a investir fortemente para ganhar território às suas concorrentes. Depois de uma mega conferência em São Francisco, há dois meses, a gigante está em Londres a apresentar a sua estratégia para o mercado europeu. A Google Cloud Next London, que decorre esta semana, acolhe cerca de 4500 executivos, parceiros e programadores ligados à nuvem da fornecedora.

«Temos tido o privilégio de estabelecer parcerias com as organizações globais mais icónicas à medida que os seus negócios se transformam», referiu Sebastien Marotte, vice-presidente da  Google Cloud EMEA. A tecnológica lançou este negócio na Europa há seis anos e conquistou alguns clientes de renome, como a Airbus, Spotify e Philips. Durante o evento, a Google está a apresentar novos casos de estudo de organizações que levaram os seus processos de transformação digital para a nuvem em sectores diferentes: banca, retalho e multimédia.

O caso da banca é protagonizado pela britânica HSBC, que possui quatro mil escritórios em 70 países. A instituição financeira detém 850 mil milhões de dólares em ativos e enfrenta um ambiente regulatório muito restrito, aliado a enormes riscos de segurança. A escolha da Google Cloud para a migração em direção à nuvem é mais relevante devido a essas condicionantes.

O ponto mais interessante deste caso tem a ver com a utilização de aprendizagem de máquina na nuvem para melhorar o negócio: por exemplo, na colaboração com governos e polícias para a deteção de crimes como lavagem de dinheiro. Outro caso de utilização é nos relatórios de Análise de Riscos, que vão buscar cada vez maiores volumes de dados.

Estes volumes foram geridos, inicialmente, através de tecnologias como Hadoop. «A bem da verdade, achámos que a adoção desta tecnologia era altamente desafiadora», explicou David Knott, chief architect no HSBC. Agora, o HSBC está a trabalhar com o sistema de gestão de dados da plataforma Google Cloud para reduzir a complexidade e o custo da gestão da informação.

No retalho, o caso selecionado é o da Lush, uma marca de cosméticos que decidiu migrar a sua loja online para a Google Cloud Platform, atraída pelo suporte ao software open source. Um dos problemas que a empresa queria resolver era o dos picos de tráfego que acontecem em datas específicas, como o Boxing Day (dia de compras a seguir ao Natal no Reino Unido). A migração demorou apenas 22 dias, a tempo do Natal de 2016. «Esse era o Plano A, não existia margem para o Plano B», disse Ryan Kerry, diretor de engenharia e tecnologia da Lush.

O terceiro cliente em destaque na Google Cloud Next London é a empresa de vídeo colaborativo Seenit, que participou na API Video Alpha da Google usando aprendizagem de máquina para processar e editar vídeos em grande escala. Desde então, a startup «duplicou a sua taxa de execução», revela Sebastien Marotte.

«A qualidade dos resultados é o que define o nosso sucesso, e a qualidade da informação que obtemos das API da Google significa que os resultados de pesquisa são imediatamente muito relevantes para o que as pessoas necessitam», adianta o diretor de tecnologia da empresa, Dave Starling. O executivo garantiu que os benchmarks que corre na Google Cloud são «duas vezes mais rápidos que na AWS (Amazon) e Azure (Microsoft)»


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