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Há uma cloud cognitiva a impulsionar os serviços da IBM

Publicado em 16 Março 2017 | 1241 Visualizações

  • IBM Services in Action!
    IBM Services in Action!
  • António Raposo de Lima
    António Raposo de Lima
  • João Gonçalves
    João Gonçalves

«Estamos a assistir a uma tempestade perfeita.» É desta forma que António Raposo de Lima, presidente da IBM Portugal, descreve o contexto disruptivo de explosão de dados e de tecnologia que compõe a Era cognitiva que se está a impor às empresas e a desafiar processos e pessoas.

Na primeira edição do evento «IBM Services in Action!» o executivo confirmou a imponência deste mundo digital que cresce na cloud e relembrou que a grande questão a partir de agora será como as empresas e gestores tirarão partido dele.

É nesse sentido que a IBM se afirma como o parceiro da transformação com uma oferta de serviços tecnológicos sustentados na cloud hibrida, na mobilidade, na automação e nas capacidades cognitivas que incorporou no seu ADN, através de programas de research e inovação intensivos.

Com um número recorde de patentes registado nas 8088, António Raposo de Lima relembrou que 30% destas patentes estão ligadas à Era cognitiva, ou seja, a mecanismos que permitirão tirar partido dos conteúdos. «Temos capacidade para enfrentar desafios, somos competitivos e desenvolvemos serviços com qualidade e valor», destacou António Raposo de Lima.

Está assim dado o mote para a estratégia da Big Blue na área dos serviços, que João Gonçalves, diretor de Global Technology Services (GTS) da IBM Portugal, garantiu estar preparada para a concorrência e para corresponder às necessidades das organizações.

As fundações da cloud

Num modelo de «Design, Build and Run», João Gonçalves garante que a sua equipa está pole position para ser o principal parceiro de serviços das empresas portuguesas, no ambiente hibrido que estas adotaram para sustentar os seus processos de negócio. «Os nossos clientes hoje já estão a consumir muitos serviços que temos disponíveis a partir da cloud, inclusive encaram com normalidade o modelo de as-a-service e a combinação deste com os sistemas específicos que têm no core», explicou o responsável.

João Gonçalves frisou que atualmente grande parte do volume de negócios desta área de GTS está focado na componente de “Run”, mas que esse cenário tende a evoluir num rol de novas oportunidades que estão a surgir ao nível do “Design” e do “Build”, já que as fundações começam a ser entendidas pelas empresas como meio caminho andado para uma gestão eficiente e flexível no futuro.

«A nossa estratégia suporta toda a viagem para cloud, desde o desenho da arquitetura até ao consumo de serviços propriamente dito», garantiu o diretor de Global Technology Services da IBM Portugal.

O responsável confirma a validade dos dados de crescimento em relação ao mercado de cloud hibrida para sustentar o potencial de mercado que está disponível nesta área de serviços. As tendências apontam para um crescimento do mercado de cloud hibrida a uma taxa média anual de 34% até 2019, prevendo-se que até esta data cerca de um terço dos serviços prestados pela IBM gravitem em torno destas infraestruturas.

Monitorização automatizada e cognitiva

Embora os market shares de serviços da IBM sejam positivos, com o strategic outsourcing a garantir uma fasquia na ordem dos 50% e, numa ótica de serviços mais global a tocar os 20%, João Gonçalves garantiu ao Ntech.news que há muito caminho para evoluir quer em termos de crescimento nos clientes atuais, quer ao nível de novas oportunidades ou necessidades pontuais.

«Atualmente gerirmos e damos suporte às infraestruturas de TI que gerem 86% das transações com cartões bancários em todo o mundo e cinco companhias aéreas que integram o top 10 mundial», destacou o responsável, avançando ainda que a IBM consegue níveis de cumprimento de Service Level Agreements (SLAs) muito elevados, «na ordem dos 99,7% em mais de 30.000 indicadores».

O portefólio modular de serviços da IBM integra um conjunto de trunfos que a partir da cloud hibrida se elevam no mercado, nomeadamente a mobilidade, a automação e as capacidades cognitivas que o Watson agrega em si.

A automação e a componente cognitiva são de resto fatores competitivos importantes do ponto de vista da validade dos serviços IBM e que João Gonçalves considera distintivos em termos de oferta. «Há engenheiros virtuais que estão preparados para monitorizar e responder automaticamente a eventos e erros, ou a transferi-los para técnicos que os façam. Da mesma forma as capacidades do Watson permitem que todos os eventos sejam analisados e essa informação utilizada para melhorar/evoluir os algoritmos», destacou o responsável.

Complementaridade cognitiva

Embora a relação entre pessoas e máquinas nem sempre reúna consensos, o que é certo é que João Gonçalves acredita que há um entendimento por parte dos gestores portugueses em relação à complementaridade que a componente cognitiva acrescenta aos processos tradicionais e que as empresas portuguesas se mostram recetivas a explorar mais esta componente cognitiva. Do ponto de vista dos serviços, a IBM reitera o seu empenho em mostrar-lhes que podem ter acesso a um serviço melhor e mais eficiente, independentemente do que está por trás, porque o cliente tem de estar é concentrado no seu negócio.

O diretor de Global Technology Services da IBM Portugal explicou que a automação «não é o futuro, mas sim o presente», existindo atualmente mais de 650 clientes com soluções de automação avançada nas suas empresas, nomeadamente em Portugal. «A qualidade do serviço, a rapidez e a disponibilidade continua são essenciais nos dias de hoje e só um serviço com automação e capacidades cognitivas consegue responder de forma adequada às necessidades dos clientes», assumiu João Gonçalves.

Apple é o parceiro que reforça a mobilidade IBM

A diferença entre mobilidade e portabilidade é um dos pontos que as empresas começam a perceber à medida que a utilização da componente de mobilidade se mistura com os processos e operações de negócio. A IBM e a Apple comprometem-se a dar visibilidade ao valor da mobilidade através do IBM Mobile First para iOS, nomeadamente através de uma fórmula de valor acrescentado para a gestão e para a evolução dos fluxos de trabalho, que reúne equipamentos e aplicações nativas.


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Negócios

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