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HPE integra soluções Intel Optane nos servidores Unix

Publicado em 15 Maio 2017 por Ana Rita Guerra | 470 Visualizações

A aliança assinada entre a Hewlett Packard Enterprise e a Intel no final de 2015 será fortalecida nos próximos anos, quando a tecnológica integrar suporte às novas soluções Optane nos seus servidores Unix.

Anunciadas recentemente, as soluções Optane da Intel oferecem um novo formato de memória e armazenamento que tem potencial para substituir as atuais SSD e DRAM. A intenção da HPE de integrar a novidade nos servidores Unix foi avançada à PC World, por Jeff Kyle, diretor de gestão de produto para servidores empresariais da tecnológica.  De acordo com este executivo, os formatos de licenciamento e os custos do software ainda estão a ser definidos. As soluções Optane são mais rápidas e densas que as SSD e DRAM, o que justificaria preços mais elevados.

A primeira drive Optane de grande capacidade é a SSD DC P4800X Series, com 375GB, um preço que ronda os 1600 euros e ligação à entrada NVMe. Nos próximos anos, serão lançadas drives para outros tipos de configurações. Os requisitos de hardware e sistema operativo da Optane são rigorosos, sendo que um dos primeiros sistemas HPE que podem ser configurados com Optane são os Integrity i6 que estão disponíveis desde a semana passada. Curiosamente, o responsável referiu que estes servidores são desenhados para um ciclo de vida de cinco a dez anos e não se sabe se as soluções Optane acompanham essa longa duração. A garantia da Intel para Optane SSD DC P4800X Series é de três anos.

Por isso mesmo, por ser uma tecnologia em desenvolvimento, Jeff Kyle referiu que a adesão imediata dos clientes à novidade da Intel é uma incógnita, dada a aversão à mudança das empresas que correm servidores de missão crítica e querem soluções fiáveis e comprovadas. As soluções Optane foram testadas durante dois anos pela IBM, Lenovo e Facebook com servidores Linux.

Quais são, então, as vantagens? As aplicações e bases de dados irão acelerar drasticamente e serão necessários menos cores CPU para processar os dados, o que em última análise reduz os custos de licenciamento.


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