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IBM: 30% dos casos de utilização na nuvem estão ligados a inteligência artificial

Publicado em 28 Março 2017 por Ana Rita Guerra, em Las Vegas | 2181 Visualizações

A IBM quer que a sua nuvem seja a plataforma dos negócios do futuro, segundo afirmou a CEO, Ginni Rometty no IBM InterConnect, em Las Vegas. E grande parte da diferenciação da oferta da empresa está na camada cognitiva alimentada pelo supercomputador Watson. Mas até que ponto isto está a fazer a diferença? Falámos com Damion Heredia, vice-presidente de design e gestão de produtos cloud da IBM precisamente sobre a intersecção entre a nuvem e a era cognitiva.

«Cerca de 30% dos casos de utilização na nuvem estão relacionados com inteligência artificial, em algum formato», afirmou o responsável. De acordo com Heredia, independentemente do que a empresa está a fazer, «terá a possibilidade de adicionar a camada cognitiva desde o princípio, e isso tem sido um grande aliciante para novos programadores e novas empresas, que são ‘early adopters’ de IA».

O vice-presidente de design e gestão de produtos cloud da IBM considera que a inteligência artificial está a tornar-se mais mainstream e há muitas organizações a investigarem como a utilizar para melhorarem os seus negócios. O executivo refere que a diferenciação da IBM existe em três níveis: cognitivo, nuvem e dados. «Não dá para ter o cognitivo sem a nuvem e não dá para ter cognitivo sem dados. Juntar os três é uma excelente combinação para as empresas».

Os casos mais complexos, diz Heredia, estão nos sectores da saúde, gestão e financeiro. o executivo sublinha, no entanto, que o cognitivo não é o único diferenciador da nuvem da IBM – e insiste que a empresa é a maior em termos de receitas, apesar de o mercado de nuvem pública ser dominado pela Amazon Web Services, seguida da Microsoft e da Google«.

«Somos muito grandes. Diversificámos para a nuvem porque queremos dar estas soluções de elevado valor aos clientes. O cognitivo está nesse ponto favorável», destaca o responsável.

Até ao final do ano, a IBM estima que os serviços prestados através do supercomputador Watson cheguem a mil milhões de utilizadores, o que lhes dá uma dimensão gigantesca. No futuro, a ideia é que todos os seus clientes usem uma forma qualquer de inteligência artificial, conforme as indústrias e necessidades – um sinal de que o mercado já está a amadurecer. Heredia lembra os primórdios do segmento, quando a tecnologia era tão difícil de aceder que apenas um número limitado de projetos e casos de utilização chegava a tocá-la.

«Antes, a IA era uma espécie de caixa negra misteriosa”», mas Damion Heredia afirma que o Watson conseguiu desconstruir essa tecnologia em serviços e componentes atómicos, mais pequenos, que podem ser costurados em novas aplicações. «Pusemos tudo na nuvem pública e dissemos a todos para virem utilizar», sintetiza o executivo. Ao fazer isso, essa mudança para a nuvem, Heredia assume que se conseguiu a democratização da tecnologia, já que qualquer pessoa pode usar essas API, não estão limitadas a uma empresa com um certo orçamento.

Esta noção da democratização foi um tema geral do IBM InterConnect – a ideia de que uma startup com apenas uma pessoa pode usar o Watson para competir com empresas maiores, porque consegue ir buscar insights valiosos. «A nuvem foi uma alavanca para a inteligência artificial», constata o responsável.


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