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IBM apresenta “Broad AI” e lança primeiro computador quântico comercial

Publicado em 9 Janeiro 2019 por Ana Rita Guerra | 217 Visualizações

«100% dos empregos serão diferentes, modificados pela inteligência artificial.» Esta foi uma das garantias deixadas por
Ginni Rometty, CEO da IBM, no palco do CES 2019, que arrancou esta terça-feira em Las Vegas. Durante a keynote no primeiro grande evento tecnológico do ano, a executiva não deixou créditos por mãos alheias e falou durante uma hora sobre os grandes temas em que a tecnológica está focada: inteligência artificial, computação quântica e blockchain.

Um dos anúncios mais sonantes foi o lançamento do IBM Q System One, a que Rometty chamou de «primeiro sistema quântico integrado» para uso comercial, com o mais recente processador quântico da fabricante. A acompanhar, a CEO anunciou que a Q Network, criada para a exploração da computação quântica para fins de pesquisa e usos comerciais, já tem 42 instituições agregadas. A energética ExxonMobil é a última adição a esta rede e foi por isso que o vice presidente de investigação Vijat Swarup esteve em palco para falar do nexo entre energia e computação quântica.

M Chairman and CEO Ginni Rometty spoke to leaders in the startup and venture capital community about how IBM drives innovation at the National Venture Capital Association’s VentureScape conference at the Westin San Francisco Market Street Hotel on May 15, 2013. Over the past six years, IBM has engaged with more than 1,500 startups to bring new technologies to market. (Feature Photo Service)

«Temos de continuar a fornecer energia ao mesmo tempo que mitigamos os efeitos das alterações climáticas», disse o responsável, explicando que é preciso regressar ao fundamental e, para isso, ter modelos preditivos mais precisos cuja escala é inalcançável pelos computadores tradicionais. Outros membros da Q Network são os laboratórios CERN, Argonne, Fermilab e Lawrence Berkeley, e a empresa vai abrir o primeiro Centro de Computação Quântica IBM Q para clientes comerciais em Poughkeepsie, Nova Iorque, já este ano.

Rometty falou também das iniciativas baseadas em blockchain para melhorar o rastreamento da qualidade dos produtos alimentares, com o responsável da área da cadeia Walmart em palco.

Mas um dos momentos mais altos da keynote foi quando Rometty e Dario Gil, diretor de operações da IBM Research, falaram do novo conceito “Broad AI“, que se refere a uma metodologia mais abrangente da inteligência artificial (por oposição à “narrow AI” que está em uso). Quase ninguém na audiência levantou a mão quando Rometty perguntou se alguém sabia do que se tratava. Gil explicou: «a Broad AI unifica a aprendizagem e o raciocínio, de forma a que seja possível aprender com menos exemplos». As vantagens para as empresas serão «enormes», garantiu, visto que facilitará o treino dos sistemas. «Não se trata apenas de precisão, mas também de ter uma IA confiável, justa, segura, com decisões em que podemos confiar ao longo do tempo. »

Tal como em anos anteriores, Rometty terminou com uma reflexão sobre os impactos que estes avanços terão na sociedade. «Estamos dois a cinco anos disto», referiu, «e vai ter impacto em toda a gente.» A executiva disse que é importante questionar o que se segue para as sociedades e que o nosso trabalho começa com a tecnologia, mas não termina aí.

«É preciso preparar a sociedade agora para que ninguém fique para trás. Para que muitos participem, não apenas alguns», argumentou. «100% dos empregos serão diferentes, modificados pela IA. Como nos preparamos?»

A resposta passa pela formação, e é por isso que a IBM é uma das fundadoras da CTA Apprenticeships Coalition, uma coligação que quer preparar os trabalhadores do futuro para a mudança nas profissões. Programas de secundário que incluem formação de nível universitário e programas de aprendizagem nas empresas são algumas das iniciativas envolvidas.

«Há tantos empregos que podem ser criados nesta intersecção», indicou. Não será formação para colarinhos brancos nem colarinhos azuis, mas sim «novos colarinhos.»



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