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Em Las Vegas a IBM assume que quer diferenciar-se na nuvem com inteligência artificial

Publicado em 21 Março 2017 | 1010 Visualizações

Mais de vinte mil participantes estão esta semana em Las Vegas para descobrir a nova estratégia da IBM na sua plataforma cloud, no evento IBM InterConnect. A visão que a empresa deu no primeiro dia da conferência é multifacetada: uma aposta na nuvem híbrida, os dados no papel central e a camada cognitiva por cima disto tudo. A inteligência artificial é, de facto, o grande diferenciador que a IBM está a colocar à frente dos clientes. Mas não é o único. A gigante precisa de convencer as grandes empresas a adotarem os seus serviços na nuvem e isso exige uma abordagem diferente. Porque é que um cliente há-de escolher IBM quando tem outros fornecedores com serviços maduros, como a Amazon Web Services e a Microsoft Azure?

«A vossa nuvem precisa de ser capaz de organizar os dados e extrair insights com significado», afirmou Arvind Krishna, vice presidente sénior de Nuvem Híbrida na IBM, durante o arranque do evento. «Estimamos que 80% do tempo de um cientista de dados é gasto a organizar os dados, em vez de os analisar e entender», referiu o responsável.

A IBM sabe, no entanto, que passar tudo para a nuvem não vai acontecer do dia para a noite, ou talvez nunca. «Cerca de 44% dos workloads nas empresas estão em servidores dedicados e provavelmente vão permanecer lá», indicou Krishna. É por isso que a solução é a nuvem híbrida, claro.

Para os workloads que são transferidos para a nuvem, «não é suficiente tê-los lá»: é preciso que façam atualizações, operem em automação e forneçam recomendações inteligentes.

O Watson, o supercomputador transformado em plataforma de serviços, está presente em quase tudo o que a IBM apresenta por estes dias. Vai ser integrado na plataforma de crowdfunding Indiegogo, segundo o anúncio do cofundador Slava Rubin; está numa nova iniciativa em parceria com a Playfab, para levar insights analíticos aos programadores de videojogos; está a ser usado pela Delos para reinventar os espaços de forma a melhorar a saúde e bem-estar das pessoas.

“Acredito que estamos a construir a nuvem certa para a era cognitiva, e vai ser simplesmente fantástico”, disse David Kenny, diretor geral do IBM Watson, no fecho da primeira keynote.

Além das novidades e casos de clientes – e ainda uma aparição surpresa do ator Will Smith – a empresa também aproveitou o InterConnect para lançar alguns produtos. Destaque para o modelo de acesso a armazenamento flexível IBM Cloud Object Storage Flex, que promete preços muito mais baixos que a concorrência no armazenamento “frio.” Foi ainda anunciada uma colaboração com a Red Hat para acelerar a adoção da nuvem híbrida via OpenStack.


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