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No final do ano vão existir mil milhões de pessoas a interagirem com o IBM Watson

Publicado em 21 Junho 2017 por Ntech.news - Rui da Rocha Ferreira | 340 Visualizações

IBM Watson

“Um mundo com a minha ajuda vai ser um mundo melhor”. O sistema de inteligência artificial IBM Watson deixou de lado a modéstia e foi desta forma que se dirigiu a todos os que marcaram presença no evento organizado pela tecnológica ‘em sua honra’.

As declarações do Watson não surgiram sem contexto. Seguiram-se à apresentação do diretor-geral da IBM Portugal, António Raposo de Lima, tendo o executivo partilhado a sua visão sobre como o sistema de IA vai ajudar outras empresas a atingirem um novo patamar de transformação digital.

«Acreditamos que o Watson é a plataforma de inteligência artificial empresarial», começou por dizer. «Praticamente todas as profissões, em todos os sectores de atividade, vão sofrer transformações», acrescentou logo de seguida.

O Watson, como sistema de inteligência artificial, não é uma novidade. Quando surgiu em 2011 deixou todos de boca aberta graças ao seu desempenho no jogo de cultura geral Jeopardy. O mundo percebeu nesse dia que estava a entrar numa nova etapa tecnológica.

Mas participar em programas de televisão era um desperdício de talento para o Watson. O sistema da IBM começou então a ser integrado em diferentes atividades e já está a ser usado por empresas de segmentos de negócio bastante distintos – saúde, IoT, mobilidade, entre outros. Passaram seis anos e o Watson vai em 2017 atingir um marco importante.

«No final deste ano serão já mil milhões de pessoas no planeta a interagirem com o Watson – na saúde, na ciência, na indústria cinematográfica, na moda, na meteorologia e na educação», adiantou António Raposo de Lima.

O executivo mostrou-se convicto que graças às potencialidades do Watson será possível registar avanços significativos na segurança, na sustentabilidade, na eficiência, na produtividade e até no nível de personalização dos negócios relativamente aos seus clientes.

Watson no comando

Mas porquê toda esta expectativa de influência? A resposta veio da parte do líder europeu de serviços cognitivos da IBM, Christian Kirschniak: «Vai haver mais dados a influenciar a nossa vida do que podemos imaginar».

Aos poucos tudo à nossa volta está a gerar dados. E estes dados podem ser vistos como o alimento de base do Watson. A principal função deste sistema é digerir todos os dados processados por um determinado negócio e sugerir atuações mediante os resultados conseguidos. «Com o Watson resume-se a perceber os dados, entender essa informação e no final ter aprendizagem», salientou Christian Kirschniak.

Um dos exemplos partilhados pela IBM diz respeito a uma farmacêutica – com a ajuda do Watson a empresa conseguiu prever fluxos de mercado e otimizar a sua resposta em função desses indicadores. Resultado final? Se a farmacêutica seguir a ‘inteligência’ do Watson pode aumentar as receitas em 115 milhões de dólares no espaço de dois anos, quando comparado com a estratégia que seria seguida sem a plataforma de IA.

«Estamos a trabalhar em algo que consegue elevar o vosso cérebro, as vossas capacidades», explicou o executivo alemão da IBM.

Em bom rigor, já não é humanamente possível dar resposta à produção de informação que existe em algumas áreas. Valores revelados pela IBM dão conta da publicação de 8.000 artigos de investigação clínica todos os dias. Nenhum médico do mundo consegue manter-se a par de todas estas investigações – mas o Watson consegue.

«A abordagem da IBM não é homem contra máquina, é homem mais máquina», concluiu depois o diretor da IBM Research no Brasil.


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