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Inovação do grupo Vodafone passa por Portugal

Publicado em 2 Novembro 2016 | 833 Visualizações

A Vodafone anunciou recentemente a abertura de um novo centro de competências em Portugal, mas esta não é a primeira vez que a operadora britânica escolhe o país para fazer este tipo de investimento. Há outras inovações da marca que passam por Portugal.

No início de outubro a empresa assinalou a abertura de um centro de competências para a área de televisão, onde serão desenvolvidas e geridas as soluções da marca para esta área, uma das grandes apostas da Vodafone nos últimos anos. Cerca de 80 engenheiros integram o TV Hub, que encaixa nas instalações da empresa no Parque das Nações.

A equipa trabalha para os oito mercados onde o grupo já mantém uma oferta de televisão (Portugal, Espanha, Roménia, Irlanda, Grécia, Alemanha, Holanda e Nova Zelândia), mas com um horizonte bem mais abrangente, ou não estivesse a Vodafone presente em quase três dezenas de países e não tivesse planos para estender a oferta de televisão a novas geografias.

Na sede da subsidiária portuguesa, em Lisboa, já cabiam outros dois centros de competências: o Atlantic NOC (Network Operations Center) e o Centro para Desenvolvimento de Soluções IoT (Internet of Things).

O primeiro faz a monitorização continua da rede fixa e móvel da operadora e respetivas plataformas de serviços em Portugal, Espanha e Reino Unido, mercados onde o grupo soma 42 milhões de clientes. Emprega 310 engenheiros e na Europa só há mais uma estrutura do género no seio do grupo. O segundo reúne meia centena de engenheiros, que criam soluções de Smart Cities, ligando-se a governos, autarquias, universidades e indústria para identificar oportunidades.

A empresa admite que o facto de estes dois centros já existirem no país teve influência na decisão de criar um terceiro, mas aponta outras razões para a opção. «A escolha de Portugal tem em conta vários critérios, atestando, acima de tudo, a qualidade dos recursos humanos e das infraestruturas, que estão ao nível do que de melhor existe no mundo. Ao mesmo tempo, é um inequívoco sinal do reforço do compromisso da Vodafone e do seu acionista com Portugal e com os portugueses».

A empresa também garante que a especialização dos recursos humanos da equipa portuguesa é reconhecida pelo grupo e um factor relevante na decisão de investimentos. No caso do centro de competências mais recente, dedicado à televisão, foi igualmente decisivo o «modelo de crescimento do serviço fixo, a dimensão da rede fixa no panorama local e o nível de penetração do serviço de TV por subscrição» em Portugal.

A nível local, a Vodafone conta com uma rede de fibra com 33 mil quilómetros, que liga 2,5 milhões de lares e empresas, sendo o operador que mais cresce neste mercado há 11 trimestres consecutivos. Por outro lado, Portugal é um dos mercados europeus com maior penetração nos serviços de televisão paga e foi o primeiro país onde a empresa desenvolveu o serviço de televisão de forma orgânica, a partir do zero. A combinação deu preferência ao país para acolher um centro de competências, que vai suportar uma das grandes áreas estratégicas do grupo na Europa neste momento.

Outra aposta igualmente estratégica da Vodafone hoje são as soluções machine-to-machine, onde o grupo já é reconhecido e que quer continuar a consolidar. Para dar suporte a esse objetivo tira partido de outro centro de competências localizado em Portugal, o centro de IoT. A estrutura desenvolve soluções para todo o grupo e é a única do género criada pela operadora, embora também existam equipas na Alemanha, Hungria e Inglaterra a trabalhar na mesma área.

«O centro português distingue-se, sobretudo, por desenvolver a plataforma global de gestão e controle de comunicações M2M. Essa plataforma gere todas as conexões M2M, permitindo com um único clique ativar, centralizar, suspender ou desativar cartões SIM e comunicações», explica a empresa ao Ntech.news.

A nível local, neste domínio da Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês), a operadora também já teve oportunidade de colocar no terreno algumas das tecnologias que desenvolve para Cidades Inteligentes. O exemplo da última edição do Rock in Rio (onde uma rede de sensores permitiu controlar e gerir luzes, a rede de água ou o processo de recolha de lixo) é o mais conhecido, mas existem outros, como a parceria com a Câmara Municipal da Lourinhã, que resultou na implementação de um sistema de iluminação inteligente, que potencia poupanças na ordem dos 80%.

Para chegar aos recursos de engenharia de que precisa a Vodafone tem usado várias estratégias, onde se destaca um programa de trainees, lançado em 2009, a que chamou Vodafone Discover Graduates. Por esta via já foram integrados na subsidiária portuguesa mais de uma centena de colaboradores, adianta a empresa.


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