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Investigador de Coimbra garante bolsa de 2,8 milhões de euros para projeto Liquid3D

Publicado em 12 Janeiro 2023 | 46 Visualizações

O diretor do Laboratório de Soft and Printed Microelectronics do Instituto de Sistemas e Robótica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Mahmoud Tavakoli, ganhou uma bolsa de 2,8 milhões de euros do European Research Council. O financiamento, a cinco anos, vai ser aplicada no projeto “Liquid3D – Eletrónica de matéria macia (soft-matter) bioinspirada impressa em 3D com base em compostos de metal líquido: ecológico, resiliente, reciclável e reparável”. 

O projeto, que já está em marcha, explora novos caminhos para o design de circuitos eletrónicos futuristas, no universo da eletrónica macia, do trabalho com metais líquidos e materiais imprimíveis, bem como métodos para reciclar os compósitos desenvolvidos. Antecipa uma mudança fundamental nos materiais usados na eletrónica e na robótica e na maneira como serão produzidos. 

«A ideia é fazer uma transição da eletrónica rígida, quebradiça, poluente e dependentes de bateria para a eletrónica macia, resiliente, reciclável e autoalimentada», detalha o investigador. «Neste contexto, o projeto Liquid3D desenvolverá uma série de compósitos imprimíveis sem sinterização, inovadores e baseados em metais líquidos, a fim de imprimir células funcionais em 3D para deteção, atuação, processamento e armazenamento de energia», acrescenta. Mahmoud Tavakoli acredita que o projeto vai abrir caminho a um «novo nível de bioinspiração em dispositivos produzidos pelo homem» que hoje ainda não é alcançável.

O Liquid3D arrancou já este mês de janeiro. Com o financiamento agora garantido vai ser possível montar três novos laboratórios na FCTUC, nomeadamente o Laboratório de Materiais Eletrónicos Impressos, onde poderão ser desenvolvidos novos materiais, para uma próxima geração de eletrónica e robótica. 

Está também projetado um Laboratório de Fabricação Digital, onde vão ser criadas e validadas tecnologias para fabricação aditiva dos materiais desenvolvidos; e um Laboratório de Microciência e Caracterização. Neste último vão ser caracterizadas as propriedades elétricas, mecânicas e óticas dos materiais e sistemas produzidos .

As bolsas ERC financiam ciência fundamental de alto risco, mas também de elevados ganhos potenciais, para as áreas onde pode ser aplicada. Esta vem financiar uma investigação que tem sido apoiada pelo Programa Carnegie Mellon Portugal (CMU Portugal), onde o investigador participa em diferentes projetos de investigação nas áreas da eletrónica vestível, dispositivos eletrónicos flexíveis, produção de circuitos elásticos e têxteis eletrónicos para monitorização em saúde e biomarcadores digitais, entre outros. 


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Projetos

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