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O IoT está na moda, mas é uma área difícil para as empresas

Publicado em 24 Maio 2017 por Ntech.news - Rui da Rocha Ferreira | 516 Visualizações

Internet das Coisas Cisco

Nos últimos anos o conceito da Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês) afirmou-se como uma das grandes tendências tecnológicas e esse é um cenário que vai persistir ao longo dos próximos anos. A evolução tecnológica tem permitido conectar e dar maior inteligência a equipamentos que até então eram apenas isso, equipamentos.

Com a integração de módulos de comunicação sem fios e de gateways de comunicação, estes equipamentos passam a ser mais autónomos, mais pró-ativos na forma como interagem com os utilizadores e passam também a ser mais valiosos, devido aos dados que vão produzindo na sua atividade.

De acordo com previsões da empresa de análise IDC, no final deste ano vão existir 14,6 mil milhões de dispositivos conectados, valor que vai multiplicar para os 82 mil milhões em 2025. Espera-se, portanto, um futuro conectado.

Apesar da grande vontade que existe junto das empresas em integrarem as tendências da Internet das Coisas nos seus serviços e formas de atuar, esta é uma área que se tem revelado especialmente difícil de concretizar em pleno.

Um estudo apresentado pela Cisco no seu evento anual dedicado ao IoT revela que apenas 26% das empresas consideram um sucesso completo as iniciativas de IoT que protagonizaram. Nesse mesmo inquérito 33% dos inquiridos admitem que apesar dos seus projetos terem sido concretizados, não o classificam como totalmente bem sucedido.

A maior parte das iniciativas ligadas ao IoT nas empresas – 60% de acordo com o estudo – não chega a passar da prova de conceito, querendo isto dizer que nunca chegam à fase de desenvolvimento mais crítica e mais séria.

As pessoas inquiridas – todas elas já trabalharam em projetos de IoT – admitem mesmo que estas iniciativas parecem fáceis de executar no papel, mas isso é algo que depois acaba por não se verificar. Foi esta a opinião de 60% dos entrevistados.

O tempo para concluir o projeto, a limitação de experiência interna, a qualidade dos dados, a integração da equipa e superar o que estava planeado inicialmente são as maiores dificuldades referidas na concretização dos projetos de IoT.

Aprender com o IoT

Ainda que o resultado final não seja na maior parte dos casos o desejado, 64% dos inquiridos afirmam ter aprendido com as iniciativas de IoT fracassadas pois essa experiência tem ajudado a acelerar novas formas de investimento dentro da organização.

Do lado dos que criaram projetos IoT bem sucedidos, a colaboração com uma rede de parceiros – isto é, não abordar o problema sozinho – é apontada como uma das principais razões para a boa execução da iniciativa.

«Todos os dias adicionamos objetos à Internet que nunca pensámos que poderiam ser conectados. Visto que nenhuma empresa pode cobrir todas as áreas, a maior oportunidade para o sucesso é a parceria com outros fornecedores para criar soluções que não só são conectadas, mas também que partilham dados capazes de se tornarem valor para organizações de qualquer setor», comentou em comunicado o vice-presidente de marketing de soluções para empresas da Cisco, Inbar Lasser-Raab.

Segundo o relatório da tecnológica, 73% dos inquiridos estão a utilizar dados dos projetos IoT já concluídos para otimizar o negócio e já veem resultados no aumento da satisfação do cliente – 70% -, em melhorias operacionais – 67% – e numa maior qualidade dos produtos ou serviços – 66%.

O estudo da Cisco teve por base entrevistas feitas a 1.845 profissionais de novas tecnologias e diretores executivos de empresas dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Índia, relacionadas com diversos setores de negócio.


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