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Já começou a Web Summit 2018

Publicado em 5 Novembro 2018 por Cristina A. Ferreira - Ntech.news | 149 Visualizações

Estão oficialmente abertas as portas de mais uma edição da Web Summit em Lisboa, a terceira e última de um primeiro pacote negociado com o Governo português, que nem por isso vai representar a saída do evento do país, ou não estivessem já garantidos mais 10 anos de permanência em Portugal.

Vários números já são conhecidos. Nesta edição de 2018 do maior evento de tecnologia e empreendedorismo da Europa, e um dos maiores do mundo, vão passar por Lisboa 69.304 visitantes, de 159 países.  Passarão pelos 24 palcos do evento 1.200 oradores e mais de 1.800 startups vão expor as suas soluções e projetos.

Ainda antes da conferência começar, os participantes já tinham trocado entre si 180 mil mensagens e na agenda pessoal dos participantes já tinham sido marcadas 554 talks para assistir.

Outros dados mais curiosos revelam que, ao longo do evento, os visitantes vão percorrer 935,6 km e beber qualquer coisa como 363.846 cafés, para conseguir manter a energia, para uma agenda recheada de talks, exposições, pitches, durante o dia, e que ainda se prolonga noite dentro.   

Na sessão de abertura, que pôde ser acompanhada em direto através do perfil de Facebook da conferência, pisaram o palco principal do evento Tim Berners-Lee, conhecido como o pai da internet, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, ou António Costa, primeiro-ministro, entre outros.

António Guterres falou das oportunidades e desafios que as tecnologias mais recentes trazem às sociedades, destacando o desafio da educação e a necessidade de reinventar modelos. Mais importante que aprender neste momento, sublinhou, é aprender a aprender. Falou de outras tendências, mas deu destaque à inteligência artificial e à necessidade de consertar esforços e manter a vigilância, para que o seu poder seja, essencialmente, «usado para o bem». A propósito, o secretário-geral das Nações Unidas sublinhou o papel de Governos e de outras autoridades na definição de limites e barreiras que ajudem a promover o desenvolvimento mais adequado da tecnologia. 

Tim Berners-Lee também focou as desigualdades, recordando que metade do mundo continua por ligar à internet e acrescentando que, na outra metade, direitos e liberdades online estão sob ameaça e são cada vez menos um dado adquirido.

António Costa usou a intervenção para destacar o facto de a Web Summit continuar em Portugal pelos próximos 10 anos e sublinhou as condições do país para acolher todos os que visitam o evento, mas também todos os que pretendam viver, trabalhar e investir em Portugal.

O primeiro-ministro destacou vários atributos do país, como a «abrangência das redes de banda larga e o vibrante ecossistema de startups» e deixou uma mensagem em português, para as empresas portugueses que vão marcar presença no evento, desejando-lhes sucesso e sublinhado que são embaixadoras do país no evento.

 


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Atualidade

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