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Já rola o debate no Congresso da APDC. Futebol e regulação partilham a agenda

Publicado em 20 Novembro 2019 por Cristina A. Ferreira - Ntech.news | 157 Visualizações

Esta quarta e quinta-feira acontece mais uma edição do Congresso anual da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, em Lisboa. Durante anos, o evento foi conhecido como o Congresso das Comunicações. Em 2015, sinal dos novos tempos e da abrangência dos temas que hoje se ligam às telecomunicações, sector que motivou a criação da associação faz este mês de novembro 35 anos, passou a chamar-se Digital Business Congress. Na agenda as mudanças também são visíveis a cada ano, com novos temas, novos mercados e novos atores chamados ao debate. 

Nesta edição de 2019, que tem como tema principal The Future of Business, as maiores inovações da agenda – no que aos temas se refere – vão para o futebol, os seguros e a energia, que tem direito a um mega painel, onde se dará voz a empresas com projetos de transformação digital em curso e aos respetivos parceiros tecnológicos.

O modelo será, aliás, aplicado noutros painéis para outros sectores, como a indústria e os media. São as chamadas « client stories», que Fátima Barros (na foto), presidente desta 29ª edição do Congresso, destacou no discurso de abertura do evento esta manhã, quando também frisou que «o Congresso hoje preocupa-se já não apenas com questões do sector, mas com questões que são da economia». 

Estado da Nação das Comunicações em versão concentrada

Entre as várias inovações que a edição de 2019 do Congresso incorpora mantêm-se alguns dos debates mais tradicionais e sempre muito aguardados, como o painel da regulação ou o Estado da Nação das comunicações, este ano longe dos moldes de outros tempos, onde num palco repleto de interlocutores também tinham espaço os CTT e o presidente do regulador.

Os responsáveis máximos da Altice, Nos e Vodafone são este ano os únicos que vão a debate numa sessão que encolheu no número de participantes e no tempo (para 1h15m). Vão ser precedidos por Alberto Miranda, secretário de Estado que tutela o sector e que será o keynote speaker da sessão. 

Rogério Carapuça, presidente da APDC, foi o segundo a subir ao palco no dia de arranque do Congresso, logo depois de Ricardo Araújo Pereira, para sublinhar as muitas e grandes mudanças que o mundo tem vivido desde a fundação da associação, e o impacto inegável que estas têm hoje na vida das empresas, na forma como nos organizamos em comunidade e até nos Governos e na definição de políticas. 

O responsável chamou a atenção para o facto de sete das 10 empresas mais valiosas da lista anual publicada pela Forbes serem já tecnológicas e de «apenas uma destas companhias [Samsung] existir antes da revolução digital e a vender coisas diferentes». Destacou o facto de «sectores que sempre foram dominados por Governos, como o da aeronáutica, serem hoje controlados por empresas privadas», ou de a maior comunidade do mundo ser uma rede social «que é uma comunidade ativa de pessoas que falam todos os dias». Os vários exemplos serviram para vincar que «o mundo mudou» e que nestes 35 anos a APDC tem procurado adaptar-se a estas mudanças. Este ano quer dar mais uma prova disso durante o Digital Business Congress.     


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