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Mercado de servidores trava a fundo no primeiro trimestre

Publicado em 8 Junho 2017 por Ana Rita Guerra | 195 Visualizações

As más notícias no mercado mundial de servidores foram ainda piores na Europa. Durante o primeiro trimestre de 2017, as receitas provenientes das vendas neste segmento tombaram 12,2% na região europeia, para 2,8 mil milhões de dólares. Segundo o mais recente relatório da Gartner, a erosão do volume de negócios foi superior à quebra em termos de unidades vendidas, que atingiram 503 mil (redução de 8%). O tumulto político que se vive na região está a ter efeitos visíveis, segundo a consultora.

Estes são, de facto, números bem mais expressivos em comparação com o recuo global do sector. A Gartner indica que o mercado mundial de servidores caiu 4,5% no primeiro trimestre em termos de receitas e 4,2% em termos de unidades.

Todas as fabricantes de servidores registaram derrapagens nas receitas, à exceção da Dell EMC, que é a número dois mundial em receitas e líder em unidades.

«O mercado de servidores na EMEA começou 2017 tal como terminou 2016», resumiu o diretor de pesquisa da Gartner, Adrian O’Connell. Segundo el, o principal desafio para os fabricantes na região é que os níveis crescentes de incerteza económica e política estão a pressionar um mercado de servidores já de si enfraquecido.

No que toca ao ranking, a Hewlett Packard Enterprise manteve a liderança tanto na EMEA como no mercado global, mas a sua performance foi bastante pior na Europa – teve uma quebra de 18,2% nas receitas, mais de dez pontos percentuais acima do recuo global. Ainda assim, a sua quota de mercado é bastante folgada, 33% contra 20,3% da Dell EMC – que cresceu 5,3% na EMEA e 4,8% no mercado total.

É preciso destacar que, em termos de remessas de unidades, a Dell EMC ultrapassou a HPE em todo o mundo: 466 mil contra 438 mil servidores. Esta diferença de métricas (receitas vs unidades) também altera a composição do restante ranking. Em receitas, a IBM está no terceiro lugar mundial e não aparece sequer no top 5 da EMEA, seguida da Cisco e da Lenovo. A big blue saiu do top 5 depois de descontinuar o segmento de servidores x86, que passou para a Lenovo.

Em unidades, é a Huawei que chega ao pódio, seguida da Lenovo e da Inspur Electronics.

«Embora as compras no segmento de centros de dados hiperescaláveis esteja a aumentar, os segmentos corporativos e PME continuam constrangidos, à medida que os utilizadores finais acomodam os crescentes requisitos aplicacionais através da virtualização e consideram alternativas na nuvem», explica Jeffrey Hewitt, vice presidente de pesquisa da Gartner.

O problema, diz a consultora, não é só que as empresas estão a comprar menos servidores devido à incerteza económica e política; esta mudança para centros hiperescaláveis significa que os fornecedores de serviço estão a comprar cada vez mais servidores de “marca branca”, que são mais baratos.


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