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Mind Source alarga horizontes ao retalho e indústria farmacêutica

Rui Reis, diretor executivo da Mind Source em entrevista

Publicado em 28 Maio 2020 por Cristina A. Ferreira - Ntech.news | 517 Visualizações

A Mind Source acaba de assinalar o 13º aniversário, este ano comemorados à distância, por força da pandemia, mas sublinhando que o capital humano continua a ser um dos seus grandes trunfos no mercado.

Até à data banca e seguros centram a atividade da empresa integrada na Rumos desde 2014, mas 2020 também é ano de aposta em novos sectores. O retalho e a indústria farmacêutica foram as escolhas da consultora, que continuou a contratar durante a pandemia e que admite a travagem de alguns projetos, mas também confirma o acelerar de outros, no que se refere à sua base de clientes.

Leia mais sobre os marcos do passado e os planos e projeções para o futuro da Mind Source, nesta entrevista de Rui Reis, diretor executivo da empresa, ao Ntech.news.

Ntech.news: A Mind Source acaba de assinalar o seu 13º aniversário. Se tivesse de escolher três marcos críticos na história da empresa, durante este período, quais seriam?

Rui Reis: A História da Mind Source é feita de muitos marcos, a começar por todos os clientes conquistados e por todas as pessoas que fizeram e fazem parte desta equipa. Mas se tivermos de destacar apenas três, seriam:

O reconhecimento do nosso esforço em atrair, desenvolver e reter o nosso capital humano, comprovado pelas distinções anuais do Great Place to Work Portugal.
O reconhecimento da qualidade dos nossos serviços, atestada pelos prémios que temos recebido ao longo destes 13 anos: Prémio Inovação SAS 2016, OutSystems Innovation Award 2019 (categoria Tranformação Digital), entre outros.

E, para a concretização de tudo isto, destacamos também a entrada da Mind Source no Grupo Rumos, em 2014, o que tem dado uma base sólida à Mind Source e a robustez necessária para atingir muitos dos sucessos que lhe sucederam. Este feito permite-nos continuar a apostar ainda mais no desenvolvimento de competências dos nossos talentos com uma vantagem competitiva face ao mercado.

Suponho que nestes 13 anos, a pandemia foi o principal desafio que tiveram de enfrentar. O que mais marcou estes últimos meses e que medidas mais se destacam no relançamento da atividade, pós-pandemia, no vosso caso concreto?
R.R: A pandemia foi sem dúvida um dos principais desafios que enfrentámos em 13 anos de Mind Source, veio mudar a forma como vivemos e trabalhamos. Apesar de ter sido um desafio ímpar, algo que nunca esperámos viver, a forma de ultrapassarmos esta pandemia assemelha-se a todos os outros desafios que enfrentámos: mantendo a equipa unida, a transparência e colocando os interesses dos colaboradores, dos clientes e da empresa na ordem das prioridades nos processos de tomada de decisão.
O que mais nos marcou neste período foi a celebração do nosso aniversário de forma remota. Este é sempre um momento que festejamos reunindo toda a equipa no mesmo espaço e este ano mantivemos a sua essência, reunimo-nos, mas de uma forma remota. E em vez de um bolo, tivemos mais de 200 bolos Mind Source, de Norte a Sul.

A vossa empresa tem sempre uma dinâmica forte na área dos recursos humanos e em 2020 vai continuar a contratar. Mudaram alguma coisa na forma de selecionar e recrutar?
R.R.
A política de contratação mantém-se e continuamos a aumentar a nossa moldura humana. Desde o início do confinamento já contratámos 13 consultores, o que só prova que é possível manter a atividade nas condições atípicas em que nos encontramos. Tivemos claro de adaptar os processos e de tornar o processo de recrutamento 100% digital.
Como sabemos, as pessoas e as organizações são resistentes à mudança, pela condição natural humana. E este será o principal motivo pelo qual as empresas não são mais digitais, não pela falta de desenvolvimento tecnológico. Apesar do impacto negativo inegável, acreditamos que a pandemia vai deixar uma herança digital que vamos abraçar.

E mudou alguma coisa na disponibilidade de recursos (mais ou menos dificuldade) para as áreas tipicamente mais críticas?
R.R.
Pela nossa experiência, há mais candidatos disponíveis no mercado, a observar pelo número crescente de candidaturas que temos recebido. Em Abril batemos um record de candidaturas recebidas, tendo registado um aumento de 123% face ao período homólogo e um aumento de 65% face ao mês anterior, que foi o mês de maior incerteza face ao período que vivemos.

Olhando para o mercado e para o vosso portefólio de clientes, que ponto de situação é possível fazer. Como estão estas empresas a olhar para o resto do ano e que prioridades vos passam e a que ritmo tem condições para as implementar, por comparação com “anos normais”?
R.R.:
Do comportamento que observamos no mercado, podemos dizer que não é uniforme e que mesmo empresas do mesmo sector não estão a tomar as mesmas abordagens à pandemia.
No entanto, o comum a todos, é a abordagem extremamente cautelosa inerente ao cenário de incerteza que se reflete na ponderação com que tomam decisões tornando por vezes os próprios processos mais morosos.
Se comparamos com “anos normais” lidamos agora com um ritmo mais lento e de adaptação a novas estratégias, em função do que o próprio mercado vai ditando.
Podemos observar dois extremos: empresas que cancelaram projetos em curso e outros previstos em pipeline, e outras que, apesar dos constrangimentos, veem esta fase como uma oportunidade para acelerar o investimento nos projetos digitais e por conseguinte reforçam as equipas.
O foco no futuro passará por retomar possíveis projetos que foram colocados em stand by num momento de maior incerteza, analisando aqueles que são críticos e ajustando os pipelines de acordo com as prioridades reestabelecidas.

A Mind Source já revelou que este ano quer apostar em novos sectores. Entre os setores que já exploram hoje quais são os que mais pesam na atividade. Em termos de novos sectores, quais são os que querem abordar e porquê?
R.R.:
Os setores que representam a maior peso a nível de volume de negócios e alocação das equipas, são os sectores da banca e segurador. Em 2020 iremos continuar a apostar no desenvolvimento de negócio nos sectores atuais mas também apostar em novos setores como o retalho e a indústria farmacêutica.

Quais são as projeções para este ano. Acreditam que será possível manter o crescimento a 2 dígitos?  
R.R.: Ainda há muita incerteza sobre os impactos do COVID-19 na economia portuguesa e mundial. À luz do que conhecemos hoje, prevemos um crescimento moderado para este ano, entre 6% a 8%.


Publicado em:

Na Primeira Pessoa

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